
Já apoiou Mário Soares, mas parece que parte para o comando de uma hoste cavaquista...
“Many people want the government to protect the consumer. A much more urgent problem is to protect the consumer from the government.” - Milton Friedman













Acabei de ler um post no Cabalas, que não resisto comentar. Eis um excerto do post:


"Em nenhum outro mandato se fez tanto", diz Santana, referindo-se à CM Lisboa.

"O PS vai apresentar na próxima sessão legislativa uma proposta para a criação de círculos uninominais nas eleições legislativas", noticia o Diário Digital. Clique aqui para ler o artigo completo.
A criação de círculos uninomiais terá como grande consequência a bipolarização do sistema político, e a "eliminação" dos pequenos partidos. Na minha opinião, esta medida constitui uma "lufada de ar fresco" na política nacional, já que a população está cada vez mais saturada dos partidos. Por outro lado, uma bipolarização do sistema promove um regime de maiorias-absolutas. Popper, grande incentivador deste sistema, viu as suas opiniões serem implementadas em vários países, como o Reino Unido entre outros, com inúmeras vantagens na minha opinião. Prazer adicional, é desta que o Louçã se cala. Ou não...

O ambiente nos EUA, sobre a actual presença americana no Iraque, na perspectiva de Frank Rich.
" (...) President Bush may be the last person in the country to learn that for Americans, if not Iraqis, the war in Iraq is over. "We will stay the course," he insistently tells us from his Texas ranch. What do you mean we, white man?"
"A president can't stay the course when his own citizens (let alone his own allies) won't stay with him."
"Mr. Bush has lost not only the country but also his army. Neither bonuses nor fudged standards nor the faking of high school diplomas has solved the recruitment shortfall."
Clique aqui, para ler o artigo completo. Com os ânimos no seu país a estarem assim, Bush aventura-se agora no Irão...

Via Blasfémias, descobri o blog do nosso Ministro dos Transportes e das Obras Públicas - Mário Lino. Está claro, que devido ao seu novo cargo não pode colocar posts, mas acho isso irrelevante dado os "contributors" presentes no seu blog...
Para aqueles que julgam poderem encontrar alguma informação sobre medidas do executivo, desenganem-se... Embora os colegas tentem atingir alguma imparcialidade, a verdade é que tropeçam nos projectos do colega, sem conseguirem defendê-lo propriamente (pudera...).

É necessário apoiar a produção nacional. Clique aqui para saber mais, sobre este movimento.

Quando lia a crónica semanal do Prof. César das Neves no DN, deparei-me com uma frase sobre o PR, que me fez reflectir:
" (...) só ele pode demitir o Executivo e dissolver o Legislativo. Dada a baixa qualidade média dos nossos ministros e deputados, essa força limitadora é preciosa. (...)"
JCN não aborda a problemática deste facto (sim, porque já chegou ao estatuto de facto...), o qual acho preocupante. Ao contrário daquilo que anda pelas bocas do mundo, a principal razão a meu ver para esta BQM dos políticos no geral, é a falta de estabilidade com que o país vive. Não quero dizer que todos os políticos têm as melhores credenciais e perfis, longe disso. Todavia, creio que é um factor extremamente importante, principalmente quando discutimos a avaliação nos cargos públicos (e não só...). Acho de uma enorme dificuldade construir um estado (leia-se reformá-lo) quando os responsáveis por essas mudanças andam a saltar de pasta em pasta, ou de cargo em cargo. Mais difícil se torna, quando existe uma oposição cujo lema é o criticismo, em detrimento dos pactos de regime e do construtivismo. Desenganem-se aqueles que julgam que lanço farpas ao governo PS, pois este é um problema apartidário. Provavelmente, JCN não diria que era um defeito mas sim uma característica. Na minha opinião, as características só se devem manter quando não têm defeitos (ou pelo menos poucos), pois a sociedade depende do estado, e vice-versa!
Nota final, para o fim da crónica do Prof. César das Neves:
" (...) O nosso problema actual vem do poder que essa elite detém, no Parlamento e no Governo. O nosso problema actual é que foi essa elite que concebeu, ao sabor de ideologias, a Constituição que regula todos os poderes."
Nunca julguei que JCN argumentasse a constituição, como o factor que alimenta os nossos problemas, principalmente, depois de ter dito vezes sem conta que o problema do país é estrutural. Perdoe-me o Professor, mas não coaduno problemas estruturais estatais com o texto da Constituição da República Portuguesa...
Volto na Sexta...

A política tem destas coisas, ou então são coisas minhas... Nos momentos em que não tenho oportunidade de estar frente a um computador, é quando temos um anseio de teclar freneticamente sobre determinado assunto. Este sentimento ocorreu-me na segunda-feira, quando via o programa de António Vitorino na RTP.
Tenho um enorme respeito e admiração pelo Dr. António Vitorino, admiração que cresceu com a sua estadia em Bruxelas e pelo grande trabalho desenvolvido com a pasta da justiça no seio da comissão europeia. Todavia, desde a sua chegada a Lisboa, que o seu carisma e perfil político têm sofrido algumas baixas na minha opinião. Não me refiro à sua ausência no governo Sócrates, mas grande parte devido aos seus comentários. O primeiro "atrito" foi, (e arrisco-me a dizer que continua a ser...) o TGV e a Ota. Vitorino, é um homem de grande visão moderna a nível técnico, o que faz falta a muitos políticos (Mario Lino inclusivé). Contudo, possui uma grande desvantagem, encontra-se refém do partido socialista. Quando lhe perguntaram se concordava com estes projectos, a sua resposta foi: "Prefiro não falar desses projectos, atrai-me mais os concursos das eólicas". A verdade é que estamos em Portugal, e os jornalistas não dão tréguas e Vitorino teve que se explicar, mas novamente esquivando-se do essencial. "Nada ainda está confirmado...", "É necessário que Portugal mantenha o caminho do desenvolvimento...", "O programa eleitoral do PS (que ele próprio escreveu...) apenas refere a avaliação e sustentabilidade dessas obras". É notório que este não tem grande empatia pelos projectos, mas consegue refugiar-se "nos estudos".
A propósito das recentes nomeações na CGD, afirmou (e concordo plenamente) que é necessário acabar com esta mudança de cadeiras laranja/rosa, e indemenizações milionárias. Todavia, foi mais além e declarou que as recentes nomeações eram um reflexo e um impulso irrerversível nesse sentido. Eu questiono-me como é possível que uma administração seja despolitizada quando pessoas como Santos Ferreira e Armando Vara, entram para o seu quadro? Questionado sobre a continuação de Celeste Cardona, continuou com o discurso politicamente correcto (para o PS note-se), falando em palavras como credibilidade, avaliação, e Celeste todos na mesma frase. A minha posição sobre a CGD, foi muito explícita neste post, daí que não me alongarei mais neste assunto.
A face do PS, com as recentes nomeações saiu irremediavelmente suja, e não seram os toques de maquilhagem de António Vitorino que farão desparecer a sujidade. A sujidade continua lá, impregnada nas linhas do governo PS. Pior ainda, é a perda de um personagem imparcial que tanto deu a Portugal e teria ainda muito para fornecer, já que arrisca-se a ser sugado pela teia media que o PS construiu.

" (...) A grande vantagem do liberalismo político em relação à predisposição liberal que o TM descreve é que o liberalismo político não preconiza posições morais nem confunde a lei com a moral. O liberalismo político, sendo uma teoria amoral e imparcial em relação a um conjunto vasto de opções, está em condições de servir de mediador e de encontrar soluções justas entre partes em conflito. (...)"
Leitura recomendada deste post, via Blasfémias. Clique aqui, para ler.

Infelizmente até Quarta, não poderei colocar posts. Para "entreter" os meus leitores, deixo um enigma. Estejam à vontade para comentar, caso pensem que descobriram a solução.
Na Quarta-feira, apresentarei a solução... Eis o enigma:
Três amigos foram comer a um restaurante e no final a conta foi de 30,00 €. Fizeram o seguinte: Cada um deu dez euros. O criado levou o dinheiro até o caixa e o dono do restaurante disse o seguinte:
- "Esses três, são clientes antigos do restaurante, então vou devolver 5,00 € para eles"...
E entregou ao criado cinco moedas de 1,00 €. O criado muito esperto fez o seguinte: pegou em 2,00 € para ele e deu 1,00 € para cada um dos amigos. No final cada um dos amigos pagou o seguinte:
10,00 € - 1,00 € que foi devolvido = 9,00 €.
Logo, se cada um dos amigos gastou 9,00 €, os três gastaram juntos 27,00 €. Se o criado levou 2,00 € para ele, temos:
Amigos: 27,00 € Criado: 2,00 € TOTAL: 29,00 €
Pergunta: Onde foi parar o outro 1,00 € ???
Fiquem bem

"(...) Uma vitória de Soares provocaria uma crise de legitimidade no PS e no Governo. Onde hoje existe um líder incontestado - José Sócrates - passaria a haver um poder bicéfalo partilhado por Sócrates e Soares, cada qual com os seus aliados internos."
Clique aqui, para ler o editorial completo.

Segundo a edição de hoje do Expresso, os italianos estão obcecados com o seu primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, e não é pelas melhores razões... Este ano já saíram 5 livros, cujo enredo gira à volta do assassinato do governante italiano... E ainda falam em instabilidade governativa e em quebras de popularidade em Portugal...

O calor agora também sobe à cabeça dos governantes. Segundo o Público, "O ministro da Administração Interna, António Costa, instiu hoje as populações a participarem na prevenção dos incêndios, em vez de dramatizarem a situação "muito difícil" que o país atravessa e que, admitiu, pode continuar nos próximos dias."
Acho fenomenal estas declarações, por dois motivos. Primeiro, porque pela primeira vez o Ministro da Administração Interna finalmente faz declarações sobre os incêndios. Se não houvesse telejornais de 90 minutos a transmitirem in vivo labaredas de chamas, até podíamos dar o desconto pela falta de informação, mas nas actuais circunstâncias, o senhor ministro que nos perdoe... Segundo, o que se propõe fazer o ministro. Não usando os seus poderes ministeriais, mas apelando ao dever patriótico das populações para deixarem-se de lamentações e a ajudarem na prevenção dos fogos. O pouco que vejo na Tv, aquilo que mais oiço são frases do género "Estamos fartos de chamar à atenção sobre este, e aquele problema..."
Provavelmente o próximo passo de António Costa, consiste em enviar cartas aos diversos incendiários do país, a apelar ao seu sentido de patriotismo...


Novamente Ota. Já perdi a conta, ao número de posts e blogs que já li sobre este tema por toda a blogosfera. Na tentativa de dar algumas respostas ao post do Tiago, e de fornecer alguma informação sobre este projecto, escrevo este post, mais técnico que habitual... Primeiro, vejamos alguns factos que temos que ter em consideração, antes de tirarmos conclusões:
Analisaremos o Aeroporto da Portela e o projecto NAL (Novo Aeroporto de Lisboa), na óptica de vários factores cruciais, na perspectiva de um sustentado desenvolvimento aeroportuário.
A situação económico-financeira portuguersa não permite o desperdício de dinheiro, seja dos contribuintes sejam fundos europeus, daí que esta decisão pode e deve ser tomada à luz de necessidades demográficas e estruturais, devidamente fundamentadas ao nível técnico. Vejamos o que acontece em outros países da Europa, com problemas aéreos semelhantes à Portela. Tanto em Madrid e em Barcelona, houve um enorme investimento no melhoramento dos aeroportos já existentes, não havendo polémicas sobre esta situação, já que todos eram unânimes em "melhorar, até não poder mais". Uma das poucas excepções, aconteceu no aeroporto de Oslo, onde foi equacionada a construção de um novo aeroporto, dada a impossibilidade de ampliação do aeroporto existente.
A Portela possui excelentes condições para constituir o principal aeroporto de Lisboa. Desde já, a inegável rede de transportes existentes em redor desta. A proximidade com a Gare do Oriente (e respectiva conexão) e a futura linha de metro, constituem factores que viabilizam a manutenção do aeroporto. Para além disso, a proximidade da cidade revela-se um bónus. Ao contrário da maioria das cidades europeias, a proximidade à cidade revela-se um factor positivo no encurtamento da distância cidade-aeroporto, o que é altamente justificável nos dias de hoje, dado que quase 70% dos passageiros que desembarcam na Portela, têm como destino a cidade. Hoje em dia, a construção de aeroportos junto às cidades não se verifica, mas a expansão a que Lisboa esteve sujeita nos últimos anos impôs esta particularidade. Reflectindo sobre a questão da segurança, acho que as estatísticas falam por si. A possibilidade de algum acidente envolvendo um avião, é extremamente baixa. Agora, deslocando o aeroporto para a Ota, e colocando em circulação mais 20 000 veículos naquele sentido, diria que as coisas mudam de figura quanto a algum acidente. Num país com a maior taxa de sinistralidade da Europa, quase que aposto que as pessoas terão medo de andar de avião... Nesta linha, colocam-me o argumento das linhas ferroviárias. Segundo estudos que verifiquei, as linhas ferroviárias na Ota são fraquíssimas e seria necessária a sua construção para um bom desenvolvimento da Ota. Desde já, temos aqui um entrave. Por um lado, seria mais orçamento para este projecto, cujos números não param de aumentar, e por outro temos o TGV. Jorge Coelho, quando possuia a pasta do equipamento social, anunciou com pompa e circunstância a construção de um novo aeroporto na Ota, e uma linha de TGV a ligar Lisboa a esta região. Isto é uma utopia, é preciso dizê-lo com todas as letras, ou melhor, se vier a concretizar-se será a Estupidez Sofisticada Major (ESM...) que César das Neves fala.
Voltando ao aeroporto da Portela, que medidas é possível tomar para aumentar a sua capacidade? Muitas mais do que aquelas que são discutidas, pelo que me pude aperceber. Segundo várias estatísticas, o número médio de pessoas por avião na Portela é extremamente baixo, cerca de 78 pessoas. Aeroportos semelhantes ao de Lisboa, têm médias à volta de 108 pessoas. As várias operadoras aéreas que escalam na Portela, mas especialmente a TAP (responsável por cerca de metade do tráfego do aeroporto), poderiam tentar um aumento da taxa de ocupação e/ou contribuirem com a utilização de aviôes de maior capacidade de transporte de passageiros. Outra medida diz respeito à reorganização interna das pistas. Tal como acima referi, aeroportos de características semelhantes ao da Portela, como o de Gatwick, ou mesmo o de Hong-Kong, possuem taxas de passageiros ao nível dos 40 milhões. Para "render" a Portela, era necessário uma reorganização da taxiway actual, prolongando esta para norte, "libertando" a pista principal. Calcula-se, que esta medida aumentaria o número de movimentos em 50%. Outro factor a considerar seria o TGV, não como meio de acesso à Ota, mas sim como "libertador de tráfego". A rota Lisboa-Madrid representa cerca de 17% do trágefo da Portela, que iria ser desviado em grande parte para a linha ferroviária.
O grande argumento contra a Ota, é a limitação de passageiros. Não faz sentido, construir-se um novo aeroporto devido a um aeroporto lotado, para construir outro que ao fim de algum tempo irá ficar lotado novamente. Na Ota, não é possível a construção de mais de duas pistas paralelas, o que restringe em muito o tráfego aéreo, para além da inexistência de uma pista em X, que colocará muitas dificuldades à aterragem de pequenos aviões sob ventos fortes.
Concluindo, a manutenção (ampliação) do aeroporto da Portela, comporta muito mais benefícios para o país, do que a construção de um novo aeroporto na Ota (juntamente com outras infra-estruturas de transportes). Para garantir o limiar de segurança da Portela, para além das propostas avançadas de modo a promover uma maior eficácia no transporte de passageiros, existem vários estudos que indicam que a recuperação do aeroporto do Montijo ao tráfego civil, seria uma boa proposta. Ferreira do Amaral, ex-ministro das Obras públicas, avançou esta hipótese como muito mais consistente do que a eventual construção na Ota. Todavia, é necessário compreender que o investimento na Ota, para além das "habituais" problemas técnicos, está a levantar problemas políticos, e estes não terminarão aqui...
Bibliografia recomendada: Luís Filipe Rodrigues, Aeroporto da Ota - Artigo na Revista Arquitectura e Vida; Artigo de opinião de João Moutinho (comandante da TAP, com pós-graduação em Transporte Aéreo, Aeroportos e Navegação Aérea, Direito Aéreo e Mestrado em Transportes)


A solução de um qualquer mistério:
1) Formular a questão correcta
2)Dar a resposta errada

A opinião de António Borges, sobre o método de calcular o défice orçamental. Clique aqui, para ler.

O Bloco de Esquerda organizou este mês um workshop subordinado ao tema "técnicas de desobediência civil", tal como referi num post do dia 27 de Junho. Um dos comments, da nossa então Polina, questionava-se sobre o conteúdo programático de tal "curso". Julgo poder agora responder:
"(...) consiste basicamente em ensinar as técnicas de desobediência civil». Aprender a fazer «boicotes», «ocupação de espaços públicos», «como se comportar numa manifestação» e «como resistir a uma agressão policial» (...)
Para ler o artigo completo, clique aqui.