
Mário Soares afirmou ontem a uma rádio francesa, que Cavaco Silva não tem perfil para Presidente da República.
Onde é que eu já ouvi isto?
“Many people want the government to protect the consumer. A much more urgent problem is to protect the consumer from the government.” - Milton Friedman

Um artigo recomendado do New York Times, para compreender as recentes eleições no Japão.



Miguel Frasquilho estreou-se na Quinta-feira na Blogosfera (no Quarta República), ao lado de David Justino (ex-ministro da Educação), com um post sobre "lições de economia".
Em época de campanha para as autárquicas (Loures), qualquer ajuda mediática é bem-vinda, certo?

Segundo uma notícia do Diário Digital, as máfias em Espanha geraram no ano de 2004 cerca de mil milhões de euros. Quem o afirma é um estudo da Polícia Espanhola.
Fico maravilhado com o detalhe destes estudos. Assemelha-se quase a uma declaração de rendimentos por parte das máfias, mas sem colocar "a morada" nos impressos...

O comunismo como o conhecemos hoje, está muito fraccionado. Baseado na doutrina Marxista, surgiram outros movimentos. O mais importante será sem dúvida o Leninismo, implementado por um bolchevique russo. Vladimir Lenine construiu a sua teoria política e económica, tendo como base o Marxismo. Embora concordasse com a ideologia de Karl Marx, Lenine compreendeu que a revolução comunista estava a falhar nos países desenvolvidos. Para explicar este facto, Lenine propôs que a extrema capitalização de certos países (Imperialismo), havia criado uma aristocracia laboral. Tal como Marx, Lenine defendia que a queda do capitalismo teria obrigatoriamente que passar por uma revolução, mas devido ao regime imperialista vigente, essa revolução teria que ocorrer primeiro num país menos desenvolvido, como a Rússia.
Todavia Lenine sabia que a sua teoria tinha um grande ponto fraco, já que o socialismo num país pouco desenvolvido era inviável. Porém Lenine acreditava que a revolução eclodiria num país desenvolvido (como a Alemanha), e a implementação de um estado socialista num país desenvolvido, ajudaria o país menos desenvolvido. Outra hipótese considerada por Lenine, era o aumento do número de países pouco desenvolvidos, e a constituição de um estado federal, capaz de fazer frente aos países capitalistas. É nesta linha de ideias, que surge o modelo para a União Soviética.
Na década de 20, o Marxismo-Leninismo foi proclamada a ideologia política do Partido Comunista, e desde então a doutrina Marxista-Leninista constitui a ideologia base do partido.
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Este é o novo Presidente do Tribunal de Contas. Ter sido nomeado precisamente na mesma semana em que se soube da transferência de Carlos Tavares para a presidência da CMVM, torna a nomeação de cargos públicos quase uma saga... A saga das nomeações.

O comunismo é um movimento político, cujo principal princípio é a possessão comum de todo o património. O comunismo, no verdadeiro sentido da palavra surgiu com Karl Marx e Friedrich Engels, em que um sistema capitalista era substituído por uma sociedade comunista, em que todos os estruturas orgânicas do país eram propriedade de todos os cidadãos. Para a construção deste tipo de sociedade, Marx idealizou uma teoria que abrangesse três importantes ramos: o político, o económico e o social.
Tal como outros socialistas, o objectivo de Marx e Engel era o fim do capitalismo e da exploração dos trabalhadores. Enquanto que alguns seguidores Marxistas, defendiam que a transição para um estado social deveria ser pacífica, a longo termo e de maneira gradual, Marx acreditava que uma revolução popular era inevitável para a transição para o socialismo. Devido ao desentendimento, os apoiantes separaram-se de Marx e fundaram a Social Democracia. De notar que esta ideologia não difere actualmente do Marxismo, em exclusivo no ponto acima indicado, apenas constituiu o factor inicial da separação ideológica dos dois grupos.
O maior argumento para o comunismo segundo Marx, era que ao contrário do capitalismo, o comunismo promovia a realização total da liberdade humana. Para compreendermos o que queria dizer, é necessário entender que o conceito de liberdade em Marx, teve grandes influências de Hegel. A liberdade não é apenas a ausência de impedimentos, mas uma acção com conteúdo moral (Hegel). Assim, o comunismo permitiria às pessoas realizarem o que entendessem, embora a sociedade fosse organizada de forma a que as condições e as relações entre as pessoas, não despertasse o desejo de exploração. Porém o Marxismo difere de Hegel, no sentido em que Karl Marx partia de uma fonte material (meios de produção), para atingir o ideal comunista (dialéctica material), ao contrário da dialéctica da ideias de Hegel.
Na sua obra “O Manifesto Comunista”, Marx defende que um processo de conflito de classes (luta revolucionária), resultaria na vitória do proletariado, e dessa forma poder-se-ia estabelecer uma sociedade comunista, onde a propriedade privada seria eliminada com o tempo, e que os meios de produção e a subsistência pertenceriam à população. É interessante verificar que Marx escreveu imenso sobre a maneira de implementar um regime comunista, mas muito pouco sobre a sua manutenção. Provavelmente, acreditaria que o equilíbrio seria lógico numa sociedade igualitária.
Karl Marx via o comunismo como o estado original da Humanidade, que evoluira para um estado feudal, e posteriormente para um estado capitalista (o actual). Desta forma, o próximo passo seria o regresso ao comunismo ( desta vez a um nível mais elevado).
(cont.)

As sondagens da Universidade Católica, ontem publicadas em diversos órgão de comunicação social, anunciaram com pompa e circunstância a vitória avassaladora de Cavaco Silva.
Eis os resultados:
Cavaco Silva: 27%
Mário Soares: 15%
Francisco Louçã: 5%
Jerónimo de Sousa: 5%
Outro: 3% B/N:3% Não vai votar: 16% Não sabe: 19% Não responde: 7%
Todavia, aconselhava a leitura deste post, do Pedro Magalhães (Investigador do Centro de Sondagens e Estudos de Opinião da UCP), de modo a compreender melhor o universo estatístico e conclusões que podemos retirar da sondagem.

Foram 15 minutos (salvo erro de contagem), o tempo disponibilizado pela RTP no Telejornal para cobrir 3 segundos de desabamento de duas torres. Vimos Sócrates fascinado com a sua própria destreza ao pressionar um botão (ao que parece, o interruptor era falso, já que quando o PM carregou já uma torre estava a descer...), vimos Belmiro a discursar sobre burocracia, e vimos imensa gente a falar da queda de duas torres. Confesso que de todo aquele "espectáculo" apenas uma coisa me ficou na memória. As declarações do Ministro do Ambiente, Nunes Correia, que afirmou que o governo está a ponderar outras implosões...

Ao contrário de todas as expectativas, o INE anunciou que a economia portuguesa cresceu no segundo trimestre deste ano, mais 0,5 %, fruto principalmente do aumento do consumo das famílias portuguesas.
Todavia, nem tudo são rosas... Segundo o INE, "o aumento do consumo das famílias é resultado, do efeito da antecipação de compras em carros e electrodomésticos - bens duradouros - efectuadas pelas famílias, acautelando o aumento da taxa de IVA de 19 % para 21%, no final de Junho". E como diz Carlos Andrade (Economista-Chefe do BES) , "Ora, este feito pode levar à estagnação da economia nos próximos trimestres."[DN]
Depois desta análise, não compreendo o sorriso de José Sócrates e Teixeira dos Santos...

Carmelinda Pereira, dirigente histórica do POUS, anunciou a sua candidatura para "defender as conquistas de Abril". O seu apoio inicialmente era para Manuel Alegre, mas dada a sua desistência, Carmelinda decidiu avançar. O próximo árduo passo é recolher 7 500 assinaturas.
Força Carmelinda!

O governo decidiu reformular as regras que regem a renumeração dos gestores de cargos públicos, de modo a tornar mais transparente este processo. Todavia, esta medida não possui efeitos retroactivos para os administradores recentemente contratados, nem às pensões dos ex-administradores da CGD e do Banco de Portugal. Dentro do primeiro grupo, encontramos Paulo Macedo, Director-Geral dos Impostos, nomeado pela então Ministra de Estado e das Finanças Manuela Ferreira Leite, e que tanta polémica causou devido ao seu vencimento.
Segundo o Jornal de Negócios, até hoje Paulo Macedo recuperou mais de 21 milhões de euros através do combate à fraude e evasão fiscal no âmbito dos impostos sobre o património. Depois de vermos estes resultados, fico incrédulo ao contemplar declarações que ainda discutem o seu salário?!
É este um dos grandes problemas de Portugal. O nosso país encontra-se mergulhado numa névoa de mesquinhez e inveja, em que uma pessoa honesta e trabalhadora não pode ser premiada pelo seu trabalho sem levantar a mínima suspeita. São estes resquícios do comunismo, que Portugal nunca suplantou, que causam este tipo de atritos que impossibilitam uma saudável e necessária evolução cultural, principalmente ao nível dos estereótipos pré-concebidos da nossa sociedade.

António Borges referiu no dia de ontem, que a politização das empresas públicas levada a cabo pelo actual executivo é uma "situação lamentável". Não sei porquê, mas esta declaração acho que está um pouco fora de contexto, embora não peque pela sua veracidade. Caso António Borges deseje ter um papel mais activo no panorama político nacional, aconselhava-o a rever o seu timing. A mudança de administração da CGD era uma excelente oportunidade para se ter lamentado...

O Fórum Novas Fronteiras, volta a reunir-se no espaço emblemático do CCB, de modo a avaliar os seis meses de governo e propôr novas ideias para o futuro.
Mal posso esperar para ouvir José Sócrates (ou quem sabe António Vitorino), a avaliarem estes seis meses...

E o primeiro debate das eleições alemães teve lugar, e segundo as sondagens a distância dos Sociais Democratas (SPD de Schroeder) e Democratas Cristãos (CDU de Merkel), encurtou-se para 10 %. Mesmo assim, Merkel ainda é capaz de governar com maioria absoluta, pois é provável a coligação pós-eleitoral com os Liberais. De qualquer das formas os parabéns vão para Gerhard Schroeder, que aos poucos está a conquistar terreno à adversária...

Recomendo a leitura deste artigo, de João Marques de Almeida, para perceber como surge o famoso "modelo sueco", e as suas principais linhas de acção.
Embora José Sócrates tenha-se referido a este modelo, como aquele que pretendia seguir na política portuguesa, a verdade é que as suas medidas estão muito longe de constituírem a reforma liberal, que foi instituída na Suécia.

A discussão sobre a catástrofe de New Orleans, levou-me a efectuar mais posts daquilo do que inicialmente pensava, mas acho vital a necessidade de compreender a dimensão da tragédia e da respectiva problemática. Acima de tudo, é necessário ter a sensibilidade ética e moral, de perceber os problemas e as suas legítimas causas. Assim evitavam-se crónicas completamente escusadas, como a de Joana Amaral Dias hoje no DN... Este tipo de textos, assemelham-se quase a uma forma de terrorismo literário.

Vai-se candidatar, caso Cavaco Silva não avance?
"Quando éramos miúdos, costumávamos dizer se a minha avó tivesse rodas era uma camioneta. Se Cavaco não fosse candidato, poderíamos equacionar outros cenários..."
Frente a um Soares versão III, Marcelo Rebelo de Sousa estaria muito melhor posicionado do que Cavaco Silva. E as vantagens não são exclusivas de Marcelo, mas em grande parte devido às "cicatrizes" de Cavaco...

João César das Neves oferece-nos hoje na sua crónica no DN, um conto delicioso. Para os portugueses, fãs de Tolkien, orgulhem-se da nossa vida pública.
Qualquer semelhança com a realidade, não será pura coincidência...

O Expresso, por um comentário microscópico, desmentiu a sua notícia de capa, de que Belmiro esteja a preparar o seu apoio a Cavaco Silva.
Já não sei o que é pior, as pseudo-candidaturas ou os pseudo-apoios...


Tomou ontem posse, a comissão que irá conduzir as auditorias a vários ministérios e serviços públicos, no sentido de reformar o Estado. De relembrar que José Sócrates no seu discurso inaugural na Assembleia da República prometeu em três meses apresentar resultados de auditorias que iriam ser efectuadas. Passaram-se seis meses, mas enfim, foi anunciada a equipa. Já diz o velho ditado "mais vale tarde, do que nunca...".
Para liderar a equipa, José Sócrates escolheu João Bilhim, presidente do Conselho Directivo do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), cujas áreas de especialização são a antropologia, a sociologia e a gestão e administração pública. Desenganem-se aqueles que julgam que para liderar uma comisão deste tipo, é apenas necessário o último requisito. Provavelmente, as outras áreas serão muito mais úteis na árdua tarefa de atacar a burocracia da administração pública e combater alguns poderosos sectores estatais. Resta esperar pelos resultados e pelo sucesso do trabalho da equipa...

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