
Não foi suficiente. Os valores morais não conseguiram superar o populismo. A política autárquica sai fragilizada deste confronto.
“Many people want the government to protect the consumer. A much more urgent problem is to protect the consumer from the government.” - Milton Friedman

Não foi suficiente. Os valores morais não conseguiram superar o populismo. A política autárquica sai fragilizada deste confronto.

Resta-me desejar uma boa escolha para amanhã...


(Eurosondagem RR-SIC-Expresso)
A campanha das autárquicas entra na recta final, e as sondagens vão ao rubro. Consultei várias sondagens, mas os resultados estão muito confusos.
Em Lisboa:
Aximage: PSD - 46% PS - 30% CDU - 8% BE - 7% CDS - 5%
Eurosondagem: PSD - 41,4% PS - 30,5% BE - 10,1% CDU - 8,5% CDS - 5,5%
Católica: PSD - 36% PS - 31% CDU - 10% BE - 10% CDS - 7%
Intercampus: PS - 34,7% PSD - 34,3% BE - 10,1% CDU - 8,5% CDS - 5,5%
No Porto:
Católica: PSD/CDS-PP - 43% PS - 36% CDU - 7% BE - 6%
Eurosondagem: PSD/CDS-PP - 41,2% PS - 39,1 CDU - 9,1% BE - 5,9%
Intercampus: PS - 39,3% PSD/CDS-PP - 37,5% CDU - 10,2% BE - 6,6%
O método de entrevista, parece estar a ser o principal factor para a discrepância nas sondagens. Mesmo assim, PSD leva clara vantagem em Lisboa, mas no Porto está numa situação difícil.

A propósito da recente nomeação do Presidente Bush, da advogada Harriet Miers para o Supremo Tribunal, achei interessante este artigo de George F. Will no Washington Post:

(...)
"6. The advancement of the negotiations will be guided by Turkey's progress in preparing for accession, within a framework of economic and social convergence and with reference to the Commission's reports in paragraph 2. This progress will be measured in particular against the following requirements:
− the Copenhagen criteria, which set down the following requirements for membership:* the stability of institutions guaranteeing democracy, the rule of law, human rights and respect for and protection of minorities;
* the existence of a functioning market economy and the capacity to cope with competitive pressure and market forces within the Union;
* the ability to take on the obligations of membership, including adherence to the aims of political, economic and monetary union and the administrative capacity to effectively apply and implement the acquis;"

Talvez seja hoje que o impasse político em que a Alemanha se encontra, seja resolvido. Dado o bom-senso de ambos os partidos, a solução poderá não ser tão má como se esperava a nível das reformas laborais e financeiras. Para hoje está prevista uma reunião com os presidentes da CDU, Angela Merkel, da CSU, Edmund Stoiber, do SPD, Franz Muentefering e o chanceler Gerhard Schroeder. É possível que à saída se conheça o rosto do(a) novo(a) chanceler da Alemanha.

Mário Soares afirmou no dia de ontem, que ainda "há um espaço por preencher à direita", uma clara referência a uma candidatura de Portas. Acrescentou ainda, que Paulo Portas não se restringe ao PP, mas abrange também "um grupo mais genérico" à direita. Isto porque, considera, que nem todos os eleitores daquele espectro político estão com Cavaco Silva.
Felizmente para Mário Soares, os cidadãos de esquerda que não se encontrem no "espectro político" de Soares, têm uma grande variedade de escolha. Desta forma, são louváveis as intenções de Soares, para com os cidadãos de direita de Portugal.
Confrontado com o argumento de ser beneficiado com uma outra candidatura de direita, Mário Soares refere "não saber se era útil"... Pronto, nós fazemos um esforço e fingimos que acreditamos...
Curiosidade: "Não existe" o dia de 5 de Outubro de 1582 em Portugal, Itália, Espanha e Polónia, devido à implantação do calendário Gregoriano.

Sinto uma particular satisfação pelo "mal-estar bloquista", dado o sucesso cada vez maior de serões culturais realizados por ilustres personagens, assumidamente vinculados como de direita, numa óptica liberal. É um sentimento silencioso, mas que arde dentro de mim sempre que leio uma tentativa (quase sempre frustrada) de apoiantes do Bloco, usurpar ou então criar uma ilusão de ignorância dos eventos. Isto é, não querem dar a entender que têm consciência da importância do evento, mas querem travar o sucesso da dita direita, a "capitalista".
Mas para um partido político, que deseja afirmar-se como sério e credível, possuindo ao mesmo tempo uma juventude partidária promotora de workshops de desobediência civil, deve sentir no mínimo algum constrangimento ao encarar um projecto como "Noites à Direita: Um Projecto Liberal". Será bom para a direita, os comentários desdenhosos, muitas vezes tristes e de má fé? Respondo com uma citação muito conhecida: Mt. 9, 12-13 "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes".
"New Labour" ou "New Liberals"?
Quando se trata de uma construção comum do futuro não pode haver nela cooperação confiante, a não ser que as medidas tomadas e as instituições criadas, numa palavra, os meios empregados, adquiram significação e valor em função dos fins conscientes que, mesmo que elas não se identificam, sejam ao menos aceitáveis pelos dois parceiros.


Muito interessante este artigo de Jack Straw, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, publicado em Outubro de 2002 no The Economist.

"Size is important. The smaller the better when it comes to constitutions."

Em 1974, o general Costa Gomes assume a Presidência da República, substituindo António de Spínola.

O que umas eleições autárquicas, conseguem fazer numa autarquia... Um best-seller sobre... Avelino Ferreira Torres.

Na terça-feira tinha aqui anunciado a vitória do partido de centro-direita nas eleições legislativas na Polónia. Até apontava como facto "insólito" que o líder do partido possuia um irmão gémeo idêntico, que iria candidatar-se no próximo mês às eleições presidenciais. Todavia, Kaczynski decidiu não assumir o cargo de primeiro-ministro e nomeou um especialista em assuntos económicos, Kazimierz Marcinkiewicz (na foto), para o cargo.
Embora a decisão possa ser entendida como uma lição de democracia, num país ainda jovem politicamente, esta renúncia ao cargo parece mais adequar-se à candidatura do gémeo Kaczynski...

O actual modelo da UE necessita urgentemente de ser revisto, principalmente após a rejeição da Constituição Europeia na França e na Holanda. Todavia, as bases e os princípios fundadores da UE, como a solidariedade e a igualdade devem ser respeitados e mantidos, pois são os alicerces de um desenvolvimento sustentado, para uma Europa una em termos económicos e culturais. Porém, tem-se assistido na UE a uma fragmentação nacional, cujas consequências estão à vista de todos. A mais provável razão para este facto, é a inércia e as políticas dos diversos executivos europeus e dos seus respectivos líderes. Assim, muitos europeus olhavam com ansiedade para as eleições na Alemanha, no sentido em que estas fossem o promotor de uma reforma nesta velha e fechada Europa. Por enquanto tal não aconteceu (esperemos pelo final do impasse), mas aos poucos vamos descobrindo mudanças em diversos países, alguns dos quais acabados de aderir à UE (como é o caso da Eslováquia).
Para além da Alemanha, a França é vista como um palco iminente de remodelação. O mais provável vencedor das eleições presidenciais, Nicolas Sarkozy é visto por muitos liberais portugueses, como o homem que remodelará a França e transmitirá esse ímpeto à restante Europa. Devo dizer que não simpatizo muito com o senhor, principalmente devido à sua decisão de suspender o espaço Schengen Françês, mas enfim... Todavia hoje, o EUobserver publica uma notícia em que Sarkozy defende um bloco de seis países (França, Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha e Polónia), para resolver a crise institucional em que a UE se encontra. As "responsabilidades" deste bloco não se ficam por aqui. Segundo o Ministro do Interior françês, este grupo poderia decidir procedimentos em várias áreas, tendo o apoio (ou não) dos restantes países, mas sem que as suas decisões atrasem ou mudem a vontade do bloco.
"If we are able to develop this method we would answer - without institutional reform - two major defects of Europe as it exists today: Europe would act, and she would act under the impulse of responsible politicians, not anonymous bureaucrats"
Considero graves e preocupantes estas declarações, pois aquilo que é necessário é a defesa de um modelo mais justo e equilibrado no seio da UE, e não um modelo imperialista e centralizado, como Sarkozy defende.
Entre todas as suas declarações, apenas concordo com a sua opinião quanto à adesão da Turquia. Uma parceria, em detrimento de constituir um membro, pelo menos por enquanto.

Parece que os temas antigos da política é que estão na moda. No dia de ontem, o tema era a construção de dois aeroportos na zona de Lisboa. O já famoso Aeroporto da Ota, e um novo aeroporto para companhias de Low-Costs, porventura no Montijo. O aeroporto da Ota ficaria situado a 41 km da capital, e um low-costs a 21 km da capital... Se o aeroporto da Ota já originava suficientemente polémica e argumentos desfavoráveis (Novamente Ota?), a construção de um low-costs mais perto do centro da cidade que o aeroporto principal, e a construção de ambos ao mesmo tempo parece ser um paradoxo! A construção de um low-costs irá obrigatoriamente transferir tráfego aéreo do principal aeroporto, ou seja, mais um argumento a favor da Portela! Mas não me precipitarei, pois agora falta ao governo apresentar não um, mais dois estudos para construção de aeroportos...



Ultimamente, a utilização da palavra "emprego" num projecto eleitoral está associada com a classificação do argumento (eleitoral) como "demagógico". E ao que parece, a relação entre ambos não tem um fim à vista.
Manuel Maria Carrilho: "Temos a ambição de criar 500 empresas criativas, que permitirão criar cerca de 8.500 empregos e um volume de negócios de 100 milhões de euros em quatro anos."
P.S. Sim, a classificação das empresas foi "criativas". Não constitui nenhum lapso...

Em 1940 era assinado em Berlim o Pacto Tripartido entre Alemanha, Itália e Japão, que constituiriam os países do Eixo.


