
Viva a liberdade!
“Many people want the government to protect the consumer. A much more urgent problem is to protect the consumer from the government.” - Milton Friedman




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Na sua primeira grande entrevista em anos, Miguel Cadilhe diz não ter a certeza de que Cavaco ganhe as presidenciais, até porque a aritmética mostra que será a esquerda a vencer, e não é brando quando fala do ex-primeiro-ministro e actual candidato presidencial: «É como um eucalipto, provoca aridez à sua volta».


What is education? Properly speaking, there is no such thing as education. Education is simply the soul of a society as it passes from one generation to another. Whatever the soul is like, it will have to be passed on somehow, consciously or unconsciously, and that transition may be called education. ... What we need is to have a culture before we hand it down. In other words, it is a truth, however sad and strange, that we cannot give what we have not got, and cannot teach to other people what we do not know ourselves.

O nosso coblogger JCD publicou aqui as declarações de voto de dois conhecidos liberais da blogosfera, o Miguel Noronha e o Rodrigo Adão da Fonseca. Li-as, gostei e parece não fui o único. Confesso, porém, que me custa um pouco entender certos problemas de consciência em votar Cavaco Silva.Os liberais dizem que o homem não é um deles, já sei. E não será.Mas não votar Cavaco por não ser um liberal é como não jantar com a Salma Hayek porque nunca leu Dostoievsky. Se calhar até leu.Ou porque ela não sabe cozinhar. Who cares?
Ou porque se prefere jantar com Soares, Alegre, Jerónimo, Louçã...E se estão à espera de uma fotografia da senhora, então vão ter com eles, os liberais.Eu cá sou um conservador. Comigo, só Cavaco e a Sofia Loren.
Mas não votar Cavaco por não ser um liberal é como não jantar com a Salma Hayek porque nunca leu Dostoievsky.
Sempre que se fala de liberalismo, de se ser liberal, vem à conversa a moral. A teoria resume-se a uma ideia muito simples: Se alguém é liberal na economia e na política, deverá sê-lo também em matérias morais. É claro que este raciocínio comum está errado. Um liberal é a favor da liberdade, mas de uma liberdade que não prejudique terceiros. Na minha forma de ver, é nesta perspectiva que qualquer discussão sobre os ‘costumes’, sobre o que é moralmente aceite, o que deve e não dever ser permitido, pode ser feita. O problema, muitas vezes, está na politização destes assuntos que, antes de serem políticos, são humanos.
Tomemos a título de exemplo o direito ao casamento dos homossexuais. É partindo daquele pressuposto que sou favorável ao casamento (numa definição jurídica diferente da que existe para o casamento de casais heterossexuais) de casais homossexuais. O assumir de qualquer responsabilidade que decorra da legalização da relação entre dois seres humanos, não diz respeito, nem interfere com mais ninguém. O mesmo já não sucede com a adopção de crianças por parte desses mesmos casais homossexuais, na medida em que, ao permiti-lo, estaríamos a marcar o futuro de uma pessoa.
As ditas questões morais são várias. A legalização do aborto, do consumo de drogas, da eutanásia e até mesmo do suicídio. A primeira é, de todas, a mais complexa. Por princípio apenas posso ser contra. Existem, no entanto, algumas vezes em que, creio, a solução que é o abortar pode ser aceite. São sempre situações muito concretas que nenhuma lei geral e abstracta pode prever. Esta apenas poderá antever a possibilidade de, em certos casos, o juiz ter poderes para julgar de uma forma equitativa.
De qualquer forma, o ser-se liberal em assuntos morais pouco tem que ver com o liberalismo. Não sou mais nem menos liberal que outros, apenas por ter as opiniões que tenho. Se assim fosse, Francisco Louçã seria um liberal em potência, o que todos sabemos não ser verdade. De resto, o liberalismo, para incredulidade de muitos, assenta bem mais nos valores que qualquer outra teoria ou regime dito conservador e, porque não, socialista.
Quanto às notícias protagonizadas por estes candidatos às próximas eleições presidenciais, é Jerónimo de Sousa aquele que mais vezes e por mais tempo surgiu nos écrãs da RTP1, 2:, SIC e TVI, em programas regulares de informação (exclui por isso entrevistas aprofundadas ou outros programas especiais sobre o assunto). De 22 de Agosto a 13 de Novembro de 2005, Jerónimo de Sousa foi protagonista de 227 notícias que tiveram uma duração total superior a oito horas. Francisco Louçã foi o segundo mais referido nas notícias destes canais, com 189 peças que estiveram próximas das sete horas de duração total. Cavaco Silva, pelo contrário, protagonizou o menor número de notícias, com 85 peças de cerca de 3 horas e 45 minutos de duração.





(...) Esta é talvez a única lição que retiro da Esquerda; na hora da verdade, importa saber ir a jogo, contando com quem lá está. E uma coisa é certa: Cavaco Silva é de longe o candidato que melhor garante a independência e o equilíbrio de poderes no actual momento político. E isto é, no fundo, aquilo que neste momento está em jogo.

"In the past 15 days," Le Pen said late last week, "our party has acquired several thousand new members. We've received thousands of emails, faxes and letters from people who say, 'At last we have understood. You were right, Monsieur Le Pen. They said you were an extremist, but you were a visionary. You predicted everything'."For decades, the bogeyman of French politics has been predicting that France will be submerged under an avalanche of Muslim immigration and lose its identity and freedom unless it fights back.Le Pen's solutions to the riots are uncompromising: an immediate halt to immigration, the expulsion of all those immigrants without French citizenship and a "Frenchness test" for the others who want to stay on.At 77, he will not have many more chances to run for president, but he won 5million votes in 2002 and expects to get into the second round again in 2007."I have great hopes," he said, before returning to his telescope to scan the city below. "Change is coming."
"Democracy and socialism have nothing in common but one word: equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude."
"A society that puts equality—in the sense of equality of outcome—ahead of freedom will end up with neither equality nor freedom. The use of force to achieve equality will destroy freedom, and the force, introduced for good purposes, will end up in the hands of people who use it to promote their own interests."
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei n.º 53/2005
de 8 de NovembroCria a ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social,
extinguindo a Alta Autoridade para a Comunicação SocialArtigo 6.º
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e) As pessoas singulares ou colectivas que disponibilizem regularmente ao público, através de redes de comunicações electrónicas, conteúdos submetidos a tratamento editorial e organizados como um todo coerente.
