Uma máquina a lembrar números de défices cavaquistas, desempregos cavaquistas, enfim o costume...
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Dúvida Presidencial
Será que Mário Lino apenas enviou os CD's com os estudos da Ota a Cavaco Silva, ou a mais candidatos?
Política de forças
Retrospectiva

Pelo pouco que vi do debate, e as notícias referentes a este, acho que a discussão não foi muito relevante. Depois de Soares ter criticado o primeiro debate entre Alegre e Cavaco por terem estado demasiado de acordo, não creio que hoje tivesse havido uma ruptura significativa entre os dois candidatos. Jerónimo soube manter uma proximidade estratégica a Soares, não destruindo a sua imagem de protector dos direitos dos trabalhadores. Soares, fez exactamente o que se estava à espera. No meio de alguns percalços, defendeu o governo, evocou a sua história democrática (mesmo quando não era necessário) e afirmou-se como independente, algo que todos sabemos que não é e nunca foi. Aguardemos dias melhores para ambos os candidatos...
O próximo swing presidencial é entre Cavaco e Louçã, já amanhã.
quinta-feira, dezembro 08, 2005
O esclarecimento!
Mário Soares é independente!
O que acontece é que teve o azar de ser apoiado pelo PS... Ainda para mais no preciso momento em que apresentava a sua candidatura...
O que acontece é que teve o azar de ser apoiado pelo PS... Ainda para mais no preciso momento em que apresentava a sua candidatura...
Jerónimo de Sousa e o paradigma dos trabalhadores
Foi inevitável. A primeira frase que ouvi de Jerónimo mencionava a expressão Direitos dos Trabalhadores...
Soares e Jerónimo
Por razões alheias à minha pessoa, apenas pude assistir a 15 minutos de debate entre Soares e Jerónimo. Mesmo assim, acho que posso fazer alguns breves comentários, dada a riqueza informativa presente nesse intervalo de tempo...
New blogs...
Aspirina B e Vento Sueste, dois blogs de esquerda.
Porque também é bom ter alguém com quem discordar.
Porque também é bom ter alguém com quem discordar.
Président Sarkozy

Devo dizer que a minha primeira impressão de Sarkozy não foi das melhores. Todavia, depois de conhecer melhor o seu perfil, as suas ideias para a França e para a Europa, e a maneira como lidou com os acontecimentos em Paris, a minha opinião sobre o político que mais hipóteses tem de ser eleito o próximo presidente da França mudou bastante, e mudou positivamente.
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Budget deal

O Reino Unido prepara-se para apresentar uma nova proposta para o orçamento comunitário. Depois do falhanço das pré-negociações, e tentando manter o low-profile, Jack Straw prepara-se para enfrentar os 25 com um orçamento construído sob pressão durante esta semana. A proposta inicial foi condenada por quase todos os países que usufruem de fundos, em contraposição com os países que mais contribuem para o orçamento comunitário. Envolvia um corte substancial da despesa total em relação ao orçamento anterior, principalmente nas áreas dos fundos estruturais e de coesão e despesas na agricultura e desenvolvimento rural.
Straw não deve vacilar na reforma da PAC, ou pelo menos numa corajosa remodelação da Política Agrícola Comum, que actualmente absorve uma porção demasiado grande do Orçamento Comunitário. Esses parte do orçamento seria bem mais aproveitada na manutenção da política de fundos de coesão e no cumprimento da Agenda de Lisboa. A globalização a que assistimos hoje em dia não permite a preservação de desenvolvimentos obsoletos e completamente fictícios. Haja coragem para enfrentar o mercado mundial, de modo a que o impulso económico surta efeitos nesta Europa desgastada pelo actual modelo social.
Ensino
Escreve o RAF, no Blue Lounge:
Embora este post tenha sido escrito no âmbito da temática da laicidade do Estado e a badalada retirada dos crucifixos das salas de aulas, acho que este excerto revela antes de mais a desigualdade existente no país, no que diz respeito ao nosso sistema de ensino. Mais importante do que a existência ou ausência de crucifixos, é necessário reflectir sobre o papel passivo ou quase impotente dos pais, na educação dos seus filhos.
terça-feira, dezembro 06, 2005
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Retrospectiva

O debate (?) não contribuiu para esclarecer inúmeras questões. Não me desiludi, pois não estava com grandes expectativas. A discussão centrou-se em medidas que em nada estão relacionadas com a questão presidencial, tal como todos nós esperávamos. A rigidez post-mortem de Cavaco não ajudou na sua imagem, mas como Alegre estava convicto que o patriotismo é a solução de todos os males, nenhum ficou prejudicado.
Aguardemos pelo próximo swing de candidatos.
Viva o Estado Social Decadente!
Manuel Alegre não quer revoluções liberais nem neoliberais na Europa...
Cavaco estava rígido?
A culpa deve ser das cadeiras da SIC. Eu estou habituado a vê-lo às gargalhadas...
Ota
Conclusão à Cavaco: De facto 5 biliões de euros davam para investir em vários sectores...
Conclusão à Alegre: Espanha não permite esses bons investimentos...
Conclusão à Alegre: Espanha não permite esses bons investimentos...
Um bom PR tem de....
Manuel Alegre: Compreender e possuir um Humanismo da História Nacional.
Onde será que se aprende tal conhecimento?
Onde será que se aprende tal conhecimento?
Dúvida Presidencial II
A Economia Espanhola de 1905 está incluída no leque de matérias que o Presidente da República deve conhecer?
domingo, dezembro 04, 2005
A culpa é da Judite...
A moda dos blogs de apoio não oficiais pegou. Até ao partido comunista já chegaram estas novas tecnologias. O Mais Livre é um blogue de apoio à candidatura de Jerónimo de Sousa às eleições presidenciais. Não tenho o hábito de consultá-lo regularmente, mas hoje por acaso tive a oportunidade de lê-lo e deparei-me com o seguinte post:
Acho o post extremamente esclarecedor, para compreendermos o espírito de apoio a Jerónimo de Sousa. Primeiro tenho que elogiar o autor do post, pois num parágrafo consegue dar o seu apoio a Jerónimo de Sousa sem incluir a expressão "Direitos dos Trabalhadores". Segundo, a questão do passado na campanha eleitoral está aparentemente resolvida. O que interessa são os projectos para o futuro do país! As referências à governação de Cavaco Silva são apenas momentos de relax, e que não têm qualquer importância para o país. Mas o facto dos entrevistadores é que precisarem de substituições é que marca este post. Viva o despedimento e abaixo o Direito dos Trabalhadores (jornalistas)!
Acho o post extremamente esclarecedor, para compreendermos o espírito de apoio a Jerónimo de Sousa. Primeiro tenho que elogiar o autor do post, pois num parágrafo consegue dar o seu apoio a Jerónimo de Sousa sem incluir a expressão "Direitos dos Trabalhadores". Segundo, a questão do passado na campanha eleitoral está aparentemente resolvida. O que interessa são os projectos para o futuro do país! As referências à governação de Cavaco Silva são apenas momentos de relax, e que não têm qualquer importância para o país. Mas o facto dos entrevistadores é que precisarem de substituições é que marca este post. Viva o despedimento e abaixo o Direito dos Trabalhadores (jornalistas)!
Cavaco Silva & Liberais
O Pedro Picoito continua a sua saga de tentar justificar porque os liberais devem votar Cavaco. Depois deste post, eis a "second season":
De notar que as reticências correspondem a um extenso texto de história, um tema bem interessante por sinal, mas praticamente irrelevante para a conclusão final. Mas pronto caro Pedro, vejo que conseguiu finalmente perceber o cerne da questão. Penso que agora deverá compreender a frase do RAF: é fechar os olhos e votar no homem logo na 1.ª volta...
Os argumentos dos liberais para não votar em Cavaco são sobretudo dois.
Vejamos o primeiro (ele não representa o ideário liberal) e deixemos por enquanto o segundo (ele não fez uma política liberal).
(...)
O dilema, portanto, não está em saber se Cavaco é ou não um liberal, mas em saber se é o melhor candidato para os liberais. Imaginem, por absurda hipótese, que um governo qualquer avança a sério com a reforma da administração pública. Quem querem ter em Belém: o mauzão de Boliqueime ou os tutores dos "direitos adquiridos"?
De notar que as reticências correspondem a um extenso texto de história, um tema bem interessante por sinal, mas praticamente irrelevante para a conclusão final. Mas pronto caro Pedro, vejo que conseguiu finalmente perceber o cerne da questão. Penso que agora deverá compreender a frase do RAF: é fechar os olhos e votar no homem logo na 1.ª volta...
sábado, dezembro 03, 2005
Belgian leader proposes 'United States of Europe'

As declarações de Verhofstadt são deveras interessantes. A maior parte das medidas que defende no âmbito dos EUE são perfeitamente legítimas, e nas quais me revejo inteiramente. A flexibilização do mercado laboral e uma reforma social e económica nesta Europa são projectos que terão de ser implementados mais cedo ou mais tarde. Também concordo quando diz que os europeus anseiam por uma nova Europa, e sobretudo por uma Europa mais coesa. Todavia, tenho sérias dúvidas que esse desejo seja a passagem abrupta para um Estado Federal. Não é uma ideia que me choque, bem pelo contrário, mas a avaliar pelas características inerentes aos diversos países da UE, é um projecto de tal forma arrojado (e arriscado), que dificilmente poderá ser aceite por certos países. É certo que nem todos os estados na América aceitaram a constituição de uma só vez, acabando no futuro por aceitarem, mas as circustâncias eram bem diferentes das de hoje. Não digo se piores ou melhores, digo diferentes.
sexta-feira, dezembro 02, 2005
Pontos de Vista - Madeira: Perspectivas para o Futuro

Este é o último tema que é debatido neste projecto. Como é hábito, guardamos para o final a melhor parte, neste caso quais as perspectivas para o futuro.
Infelizmente não guardei nenhuma brilhante perspectiva para um final em grande. Não resisti a espalhar pelos diversos textos que escrevi durante a semana, diversas opiniões e ideias que julgo serem apropriadas para um sustentável desenvolvimento da Madeira, e uma melhoria da qualidade de vida na ilha. Assim sendo, não tenha muito mais para dizer.
Mas pressupondo que o Ricardo irá construir um post bastante completo, recheado de ideias e projectos para o futuro, apresento um breve resumo das ideias que veiculei nos últimos textos.
A nível socioeconómico torna-se indispensável um gradual e sustentado desenvolvimento da economia. Tal pode apenas ser feito, tendo consciência do mundo globalizado em que vivemos, da capacidade de empreender e inovar, não caindo na tentação de proteger as empresas. A ilha deve aproveitar a vasta oferta de infra-estruturas de modo a captar investimento, tanto nacional como estrangeiro. A administração pública deve ser reformulada de modo a ser de menor dimensão, contribuindo para um aumento da sua rapidez e eficácia (um plano que começa a ser pensado no momento). A continuação da aposta no turismo constitui uma prioridade, dadas as condições que a Madeira oferece e a percentagem do PIB que desse sector advém.
Dos restantes temas, torna-se difícil construir propostas para o futuro, já que estes não passam por uma “construção” premeditada, mas aspectos adequados ao tempo e à realidade em que se vive. Apenas desejo que as alterações que possam vir a ser feitas, principalmente a nível político, alterem a imagem que hoje em dia se formou da nossa política.
Resta-me terminar este Pontos de Vista – Madeira, agradecendo o convite do Ricardo para participar nesta interessante (e árdua) discussão, esperando que este confronto de opiniões tenha contribuído para um maior esclarecimento e reflexão sobre vários temas, que muitas vezes não são abordados da melhor forma.
Um Abraço
Nota: Este post insere-se numa iniciativa conjunta entre este blog e o blog Filho do 25 de Abril. Para consultar o post com o mesmo tema no outro blog clique aqui.
P.S. Amanhã, este blog volta à sua rotina normal.
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Pontos de Vista - Madeira: Estatuto Político-Administrativo das Autonomias

Este ano discutiu-se a alteração da lei eleitoral na Madeira. Surpreendendo tudo e todos, AJJ sem o conhecimento da comissão política PSD/M, deu luz verde para que Guilherme Silve aprovasse na AR um acordo entre PSD e PS, de modo a implementar na Região um círculo eleitoral único. A notícia caiu como uma bomba na sede do PSD/M. Coito Poita, deputado na Assembleia Legislativa Regional e vice-presidente da bancada PSD, manifestou-se completamente contra estra proposta e mostrou-se surpreendido pelo acordo, visto que esta proposta não tinha como autores nem o PS, nem o PSD, mas sim a CDU. "Criando-se um único círculo para toda a Região, estamos a admitir que, no futuro, não sendo possível conseguir a maioria absoluta dos deputados, a Madeira ficará ingovernável", afirmou o deputado. A implementação de um círculo único (bem como a redução do número de deputados de 68 para 47), faria com que a maioria absoluta do PSD no parlamento regional, ficasse muito mais reduzida. AJJ estava ausente quando a polémica estalou, e dias depois era marcada uma reunião da comissão política do PSD/M. Jardim impôs a sua autoridade, e acalmou os ânimos. "Quem não estiver satisfeito que vá embora." - disse, lembrando que segundos os Estatutos do PSD, era ele o responsável pela tomada de decisões do foro do PSD/M.
Este foi o último episódio da discussão do estatuto político-administrativo na região. Uma coisa é mais clara, com esta alteração nos círculos eleitorais torna-se mais difícil a obtenção de maiorias absolutas, daí as reticências de vários deputados do PSD. Nota-se que já existe uma tomada de consciência que AJJ não permanecerá eternamente como líder, e a sua sucessão poderá causar um choque eleitoral na região. O problema da sucessão de Jardim e da governabilidade do executivo laranja são temas que voltam a ser debatidos no âmbito desta alteração. Uma aliança com o PP não é posta de parte, já que é vital, segundo o PSD/M, impedir que a esquerda chegue ao poder (um facto interessante é que com a nova lei eleitoral, o PP é o partido que mais beneficia e sobe em número de deputados). O líder dos populares na Madeira já avançou que se encontra disponível para fazer uma coligação…
É importante que a discussão do estatuto político-administrativo aborde o estatuto de autonomia da Madeira. Mais do que todos os meandros do sistema eleitoral, deve discutir as competências que se exigem de uma autonomia com cerca de 30 anos de história. A descentralização deve ser aplaudida, de modo a que o governo central detenha mais um papel regulador do que dirigente. Aqui nota-se pequenas diferenças em relação aos Açores. Enquanto na Madeira todos os secretários regionais são da madeirenses, nos Açores são vários os secretários que são requisitados ao continente. Não estou a dizer que façam um mau trabalho, mas duvido seriamente que não exista pessoas nos Açores capazes de fazer esse trabalho. É nestes pequenos detalhes que também se faz a remodelação do estatuto.
A discussão e alteração do estatuto político-administrativo não deve servir os interesses partidários, mas sim as ambições de desenvolvimento da região. O exemplo que referi no início deste post demonstra isso mesmo. Os vários membros da bancada parlamentar do PSD não estavam apenas preocupado com a governabilidade na Madeira, mas também com a governabilidade PSD. Só assim é compreensível as críticas que se fizeram, um episódio absolutamente raro no seio do PSD-Madeira, dada a coesão e firmeza que já há vários anos se firmaram em volta do líder. Não serão os círculos uninominais que vão fazer a diferença para um melhorar da política madeirense, todavia uma coisa é certa, a selecção dos candidatos será mais apertada e rigorosa, através de citérios mais sustentáveis do que geográficos.
Nota: Este post insere-se numa iniciativa conjunta entre este blog e o blog Filho do 25 de Abril. Para consultar o post com o mesmo tema no outro blog clique aqui.
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