terça-feira, janeiro 03, 2006

Para fãs de conspirações...

A ler este post do Karloos, no Tau-Tau:

Teorias da conspiração pagas pelo erário público.


Acreditem se quiserem...

Economia e Constituição

Henrique Raposo n'O Acidental:


(...)

Prós e Contras - Globalização

Eu sinceramente não compreendi o que Sousa Santos queria dizer com "regular" a globalização... Mas se estiver apenas centrado na palavra "regular", o argumento não promete.

Será assim tão difícil para certos ilustres senhores de esquerda compreenderem os benefícios da globalização? Eu só posso imaginar que o problema para esta aversão ao conceito de livre mercado, é quase uma espécie de repulsa por um sistema semelhante ou que lembre o modelo norte-americano.

Não é este tipo de argumentos, cuja génese está num anti-modelo, que julgo serem os mais apropriados. Mas pronto, existem aqueles que acreditam...

segunda-feira, janeiro 02, 2006

É preciso partir os vidros!

Foi a expressão utilizada por Pacheco Pereira na 1ª parte do Prós e Contras, tentando exprimir a radical mudança que é necessária para mudar a sociedade.

Maria Filomena Mónica teve até agora a melhor postura do debate, defendendo uma cultura de liberdade para Portugal, lamentando não haver uma tradição liberal. Também eu lamento...

A questão do proteccionismo causou-me náuseas. A defesa deste sistema cujos resultados estão à vista, com unhas e dentes principlamente por Miguel Portas foi de cair para o lado. É preciso partir os vidros!

Desculpem, mas estou à procura da campanha para as presidenciais...




Mário Soares diz-se um «apóstolo» do diálogo ecuménico.

Figura Internacional do Ano




Escolher uma figura internacional para um ano como 2005, é sempre uma tarefa difícil. Entre os meus nomeados contava-se Tony Blair, Condolezza Rice, Nicolas Sarkozy, Ariel Sharon e Angela Merkel. Optei pela última.

Cada uma destas personalidades tiveram um grande destaque no ano 2005, fruto do trabalho efectuado durante vários anos. Mas mais importante que o papel que tiveram, é o papel que espera-se que tenham durante os próximos tempos. Quase todos eles são personalidades em ascensão e cuja acção está muito longe de estar terminada.

Angela Merkel foi talvez a figura que mais surpreendeu nestes últimos meses. Tanto pela inesperada vitória tangencial, bem como o estilo de governação que empreendeu e acima de tudo pelo importante contribuição que teve na última cimeira europeia. A sua popularidade aumentou e consolidou-se no pós-eleições e governa uma coligação que muitos consideram a curto prazo. Não perdeu tempo, e já implementou inúmeras reformas a nível financeiro confirmando a imagem de eficácia governativa desta cientista. A nova Thatcher, como é já vista nos media europeus já mostrou de que é capaz e tem ambições para renovar esta Europa, fechada e pouco confiante num futuro risonho. Numa Europa que sofreu grandes abalos em 2005, com o chumbo da Constituição em dois países, é vital para a Europa uma líder como Merkel.

Porque acredito que a Europa ainda tem uma palavra a dizer ao Mundo.

Um pequeno teste

Tentem lá adivinhar quem será o(a) autor(a) deste texto:







Precisam de mais pistas?






Para verificarem as vossas hipóteses, basta clicar no texto.

Figura do Ano




Concordo, pois possui todo o mérito para tal. A ler o post da Grande Loja, sobre a escolha:

(...) E escolho Luis Campos e Cunha, o economista, e académico, respeitado que José Sócrates apresentou como seu primeiro ministro das finanças. A escolha de Campos e Cunha foi um sinal de esperança, após e descalabro santanista, como o foram as suas reservas face às Otas e TGVs deste mundo, mas foi sol de pouca dura. Sócrates não soube, não quis ou não pode mantê-lo como Ministro face às pressões triturantes do aparelho e Campos e Cunha é hoje história. De certa forma o percurso inglório de Campos e Cunha, que preferiu sair a vergar ('não era político'...) é um bom resumo das regras perversas que mais enfermam a nossa democracia. Regras que vão continuar enquanto continuar a passividade reinante. A extraordinária passividade que nos mantém resignados quando aqui ao lado, em Espanha, há superávits orçamentais, e por cá o pão aumenta 10%, com os salários mais baixos da Europa, mas com a carga fiscal mais mirabolante...

domingo, janeiro 01, 2006

Regresso em força!

O Acidental inaugura o ano 2006 com um espectacular template. Talvez assim não me assuste tanto, nem fique tão surpreendido com a escrita do Henrique Raposo...

Por falar em mudanças de template, recordo a mim mesmo que terei de mudar o banner deste blog um dia. Pode ser ainda cedo, mas aceitam-se sugestões...

Top Blog 2005





Prata -Arte da Fuga

Bronze -O Acidental

O meu primeiro post em 2006




Turner, Venice Grand Canal

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Resta-me desejar...




Uma passagem de ano de arromba a todos vós! Feliz 2006!

Gostei...

... da lista de Constança Cunha e Sá sobre as melhores coisas em 2005. Por falta de tempo (e de memória, já que não sou uma pessoa muito organizada nestas coisas...) ainda não fiz a minha. Embora não goste de tudo o que enuncia (acontece...), fica a recomendação...

Se tiver tempo, faço a minha logo no início de 2006...

A ler...

Francisco José Viegas, no Jornal de Notícias:

Anteontem, depois das declarações de Cavaco Silva a este jornal, gerou-se uma tal onda de queixinhas e de indignações que qualquer cidadão seria levado a suspeitar de que alguma coisa estaria errada. Está. O que está errado é o clima de medo em que querem transformar estas eleições. Esta pobre estratégia populista parte do princípio que os portugueses são um bando de medricas ou de crianças que é preciso proteger a todo o custo de perigos imaginários e de tragédias improváveis. Esse medo é que é perigoso - é o medo da democracia, no fundo. Em todas essas queixinhas que se ouviram durante o dia (com aquele ar escandalizado das virgens velhas das peças de Lorca) não se viu uma ideia, um combate, uma prova de que Cavaco estava errado. Limitaram-se a aparecer em bicos de pés, lembrando "a tragédia" e "o perigo" que rondam a vida dos portugueses, esses ignorantes que deram a vitória a Sócrates e se manifestam por Cavaco.

Agradecimentos 2005

Foi neste ano de 2005 que iniciei este blog, e lancei-me nas árduas lides da blogosfera. Chegado ao fim deste ano, tenho a agradecer a diversas pessoas que sempre me apoiaram neste projecto que ultrapassou as minhas expectativas, seja pelo contributo em comentários, seja pelas amáveis palavras que me dirigiram ao longo deste tempo. Tenho medo de citar nomes de pessoas, pois corro o risco de me esquecer de alguém importante, mas mesmo assim arrisco.

Ao meus dois grandes colegas João e Rita, que assiduamente lêm este blog e habitualmente têm sempre "um outro ponto de vista", sempre me chamando à atenção de eu estar a me tornar um perigoso capitalista de direita. Ainda não percebo de onde eles retiraram essas ideias...

Ao Pedro, Jorge Gustavo, Jorge Oliveira, Nelson Brito pelos comentários escritos (e principalmente falados...) quase sempre nas temáticas sensíveis...

Na blogosfera nem sei por onde começar. Talvez pelo meu caro colega Ricardo, que desde muito cedo me acompanhou, e com quem partilho muitas posições bem como muitas discordâncias. Foi este o mote para uma série de interessantes (e longas...) discussões que espero que continuem no ano que se avizinha!

Ao meu amigo Rodrigo Adão da Fonseca, que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente e assistir a uma memorável tertúlia, a referência a este blog.

Ao Tiago Mendes, onde a determinada altura o seu blog era quase a minha homepage, e os comentários sucediam-se a um ritmo alucinante.

Ao José Raposo, Pedro Santos Cardoso, Mário Almeida, Tiago Alves e todos aqueles que me lêm e não tem o hábito de comentarem. Um cumprimento especial para as presenças femininas, nomeadamente da Alaíde e Isabel.


Resta-me desejar a todos um Feliz Ano 2006.

Um pouco de análise religiosa...




Por decisão própria, não comento assuntos religiosos neste blog nem faço sugestões de leitura de assuntos de índole exclusivamente religiosa. Todavia, hoje vou quebrar esse meu príncipio para recomendar a leitura da crónica de Pacheco Pereira no Público, intitulada O Camauro.

Pacheco Pereira faz uma análise histórica e cultural da personalidade de Bento XVI, recomendada a crentes e não crentes.

Esta situação ainda é mais nítida quando tomamos em conta o dinamismo teológico do cristianismo, quer reformado, quer católico, em contraste com as dificuldades do islão em ter uma interpretação dinâmica, capaz de fazer a adaptação às mudanças da história e da sociedade. O islão, na ausência de autoridades interpretativas legitimadas, fixou-se no cânone da sua origem e não reflecte a modernidade, nem convive facilmente com a laicidade. Por aqui se percebe que o facto de o cristianismo ser uma religião que tem uma Igreja, como materialização na terra da presença de Deus e, dentro dessa Igreja, na versão católica, ter uma hierarquia que termina no Papa, lhe permite falar para tempos diferentes de modo diferente, mesmo quando é a mesma Voz.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Ideology Selector

Através do Vento Sueste do Miguel Madeira, cheguei a este teste.

Já tive ocasião de fazer vários testes deste género, e creio que este é razoavelmente bom. A apresentação dos resultados é acompanhada por um pequeno resumo, a explicar cada ideologia.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Eu também não me importo...




de integrar o corpo diplomático do RAF nas Ilhas Cook... O cargo de conselheiro ambiental está livre?

Não seria melhor dois ou mais?






Vai propor isso ao Governo?

Já o estou a propor aqui.


Onde é que isso foi feito?



Escusado é dizer, que o Super-Mário explodiu de excitação (e em posts), após a publicação da notícia. O argumento da deriva presidencialista adormecido ao longo de semanas, regressa com toda a sua pujança! Vital Moreira nem deve dormir hoje com a emoção do seu argumento ter voltado à ribalta, não precisando de ter escrito três crónicas para lançar o tema na sociedade. No meio de tudo isto, Mário Soares afirmou que apenas se pronunciaria numa conferência de imprensa sobre esta questão, apenas dizendo que as declarações eram "muito graves". Mas como todos nós estamos habituados ao discurso do candidato do PS, é óbvio que poucos ligaram à sua frase pseudo-dramática. Todavia, Nuno Severiano Texeira, porta-voz da candidatura de Soares já se pronunciou sobre aquilo que classificou como "incorrecto entendimento das competências do PR". Até Joana Amaral Dias, cujo silêncio sepulcral há muito que era notório, regressou à sua boa forma física!

No final, Cavaco vem afirmar que queria apenas dar a conhecer aquilo que se faz nos outros países...

Agora a sério, a ideia caso venha a ser colocada em prática é negativa para a nossa economia e coloca em causa a livre concorrência entre empresas. Defendo a eliminação de subsíduos para empresas nacionais, bem como qualquer regime especial de favorecimento para empresas estrangeiras sediadas em Portugal. Não me choca um candidato defender uma medida como esta, choca-me sim o teor e os efeitos que a medida podem ter. Já aqui expressei o meu apoio ao Prof. Cavaco Silva nestas eleições, mas não ficarei indiferente a estas derivas socialistas.

Mais uma leitura recomendada: Direita e Liberalismo

Não sei se é devido à época, mas o que é certo é que estou a encontrar inúmeros textos extremamente interessantes, e que não resisto a recomendar a leitura, como este do Rui A. no blog da Causa Liberal:


Direita e Liberalismo: Pessimismo, Optimismo e Realismo Antropológico

Mas, sabendo também que a alma humana não tende naturalmente para a filantropia, acredita que a o princípio elementar das relações humanas, onde não existam intermediários ou terceiros sem interesse directo, é o da cooperação em vista a fins benéficos comuns. Por isso, quanto menos intermediários existirem, sendo que o Estado mais não é do que um deles com interesses próprios a agir em causa alheia, melhor poderão compor os seus interesses e obter resultados de soma tendencialmente mais positiva para as partes. Isto é, ninguém melhor do que os próprios indivíduos para comporem e equilibrarem com justiça os seus legítimos interesses. Como sabe, também, que ao instalarem-se no poder, os homens agem preferencialmente para conservarem e, se possível, ampliarem, as suas prerrogativas e os seus privilégios de soberania, bem como os daqueles que os ajudaram a atingir o poder.

Google: Capitalists vs. Capitalism


sexta-feira, dezembro 23, 2005

My Christmas

Apostas de Natal



Parece que algumas pessoas estão muito preocupadas, pois anda-se a apostar (ou andava-se, pois parece que o site está em baixo ou algo do género...) nos candidatos presidenciais e em quem iria ganhar as eleições. Só num país como o nosso, um problema ridículo e estúpido como este poderia intereferir com uma campanha e ser digno de notícia num telejornal. Pior, é ainda ouvir candidatos a pronunciarem-se sobre o tema, sentindo-se ofendidos por andarem a apostar neles. Mas pronto, vou ignorar estes tristes episódios e atribui-los à vulgar falta de notícias que se assiste nestas épocas. Mas pelo sim pelo não, se alguém me quiser oferecer um bilhete de aposta, certifiquem-se que possui o nome Cavaco escrito. É que eu posso não jogar muito, mas quando jogo é para ganhar!

quinta-feira, dezembro 22, 2005

I'm dreaming of a white Christmas...



Eu bem tentei abrandar as coisas, mas esta onda festiva que se está a propagar exponencialmente pela blogosfera também acabou por se estabelecer neste blog. Desta forma, explica-se o colorido e festivo cabeçalho. :-)


Desejo-vos um Feliz Natal!


Bruno

Entrevista




A propósito dos projectos da Ota e do TGV, o Prof. José Manuel Viegas do IST concedeu uma entrevista ao Semanário Económico cuja leitura recomendo vivamente. O Prof. José Viegas é sem sombra de dúvida das pessoas mais habilitadas para discutir estes temas em Portugal, opinião que ficou claríssima após ter assistido ao debate que teve na RTP com o actual ministro das Obras Públicas, Mário Lino.

Considera os projectos da Ota e da alta velocidade prioritários para o País?

Eu não diria na Ota, mas investir no novo aeroporto de Lisboa é claramente um investimento em capacidade, já que temos um sistema que está a chegar ao limite. Portugal por muito TGV que faça depende para as suas ligações internacionais sobretudo do transporte aéreo. Não nos podemos dar ao luxo de ter o transporte aéreo com dificuldades de atendimento por falta de capacidade porque isso degenera em má qualidade. Concordando ou não com a Ota, o investimento no aumento de capacidade era inadiável.

E a alta velocidade?

Neste projecto não temos nenhum sistema à beira da ruptura, trata-se de dar um salto de qualidade. A questão que se põe é se é oportuno ou não. O tomar a decisão agora não implica que a despesa seja paga de imediato. Há fórmulas, no que diz respeito ao financiamento do Banco Europeu de Investimentos, que prevêem pagamentos diferidos. O esforço público em termos de despesa concreta provavelmente pode ser feito meia dúzia de anos a partir do momento da realização da obra. Se acreditarmos que vamos sair do buraco daqui a alguns anos, pode acontecer que a cobrança dessa factura seja feita no ponto alto do ciclo.

(...)

As ligações que estão anunciadas defendem a soberania do País?

Considero que o principal instrumento de afirmação da soberania e competitividade de Portugal está na criação de uma área metropolitana que, numa primeira fase, deveria ser Lisboa-Porto e, tão cedo quanto possível, Setúbal-Braga. Para sermos competitivos à escala europeia temos de por estes 7,5 milhões de pessoas a trabalhar como se fossem o bairro Sul e o bairro Norte da mesma cidade, e com o bairro Centro (Leiria, Coimbra e Aveiro) também a trabalhar em conjunto. Tem que ser trivial. O tempo poupado tem de ser aproveitado produtivamente. O TGV tem que ser visto como uma alavanca de progresso económico.

(...)

Foi um defensor do traçado do “T” deitado, com a ligação a Madrid a ficar entre Lisboa e Porto, de forma a deixar as cidades portuguesas equidistantes da capital espanhola. Não é esse o projecto do Governo.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

MIT




A propósito da notícia da vinda do MIT a Portugal no âmbito do Plano Tecnológico, tinha escrito este post, onde expressava a minha surpresa pela condição que o governo impôs desta instituição apenas poder articular-se com o Instituto Superior Técnico.

O meu colega Dos Santos, um dos bloggers que mais aprecio, fez um post muito interessante sobre o tema, onde dá várias hipóteses para a decisão do governo. Recomendo a leitura.

Surpresas?

Muito boa gente ficou surpreendida pelos comentários de António José Teixeira, Director do DN, ao afirmar que Soares tinha ganho o debate.

Eu não. Momentos antes, cheguei a apostar como ele em 30 segundos dizia que Soares tinha ganho a Cavaco com larga vantagem...

O Óscar para melhor post sobre o debate de ontem vai para o...

Aforismos & Afins, pela mão do Tiago Mendes:



(...)

A soberba em Soares não tem limites. A baixeza atingiu o inalcansável. Eu acho que Cavaco devia ter respondido mais à letra ao que disse Soares, ou melhor, não respondendo mas apontando o nível de discurso dele. Não percebo os jornalistas da RTP. Se aquele tipo de discurso não merece da parte deles um reparo, atingimos o grau zero da qualidade do debate. O burguês vale o que vale no portugalito dos novos ricos e bem instalados. Bendito Cavaco que subiu a pulso e sabe bem o que é o valor do mérito. É esse mérito que parece faltar em tantos comentadores, que parecem não ter a coragem em enfrentar o establishment que Soares representa, os charutos partilhados, as comezainas deleitosas. Quem não denuncia a calúnia e o grau zero da política também não merece respeito. É isso que vamos poder ver amanhã nos jornais. Porque a verdade é esta: Soares esteve a anos-luz do que João Jardim nos habituou. Soares está perigoso, porque é uma besta acossada com uma vaidade desmedida que não tem correspondência no seu valor pessoal.

terça-feira, dezembro 20, 2005

Retrospectiva




Foi um debate paupérrimo em ideias, mas mesmo assim dos mais elucidativos para decidir os votos. Mário Soares esteve num estilo baixo, não se contendo para fazer os mais inoportunos comentários, fez críticas absolutamente desnecessárias, acusou de se apenas falar no passado quando ele foi o único responsável por isso, tendo uma postura muitas vezes arrogante, superior a tudo e todos. Ninguém ouviu uma única ideia brotar de si, e é este homem que quer ser presidente de todos os portugueses...

Cavaco mostrou-se bastante sereno, face aos ataques violentos de Soares. Tentou por várias vezes alterar o tema do debate, sem sucesso. Afirmou com coerência e consistência as suas ideias para o país, muitas delas já veiculadas noutros debates e intervenções públicas.

Um debate presidencial, não é nenhuma luta de boxe, nem um concurso de maior currículo e cargos ocupados, algo em que ambos muitas vezes caíram, mas sim um debate de ideias do presente. Nesse aspecto o debate foi nulo, até pelas constantes interrupções de Soares. Mas os estilos de cada um dos candidatos foi muito mais revelador do candidato que eu apoio, do que 3 horas de debate político com ideias.

O que dirá Vital Moreira...

da sua referência por parte de Cavaco Silva?

Eu infelizmente não consegui...

Alguém ouviu as ideias de Soares?

Zé Alberto e Judite, estão dispensados!

Mário Soares: Eu por mim ficava aqui a sós com o Prof. Cavaco Silva.

Tenho impressão que seria um monólogo...

A expressão da noite!

Mário Soares: Cidadania Global!

Preocupações de Mário Soares

O que é a globalização?

Nós estamos no presente... Certo?

Mário Soares: Eu tive um plano...

Atenção! Péssima conjugação do verbo...

Coisas que me ficaram no olho:

Acho que nunca tinha visto Cavaco sorrir tanto, tantas vezes seguidas...

A culpa dos problemas orçamentais vão para...

Os governos de direita! (Exclusivamente....)

Momento Zen da Noite

Mário Soares a ensinar a Cavaco que este não é Social-Democrata! Comovente esta prestação de Soares, a tentar elucidar a ideologia política do seu adversário.

Incoerências?

Cavaco Silva responde a uma questão de José Alberto Carvalho, ao qual Mário Soares replica:

- Isso é o que dizem todas as pessoas com formação política.

Pouco tempo depois, diz que Cavaco Silva não possui formação política para o cargo...