sábado, fevereiro 17, 2007

É a Arte, estúpido! (4)



Pablo Picasso, Guernica


domingo, fevereiro 11, 2007

É a Arte, estúpido! (3)



Maria Helena Vieira da Silva (1974), Biblioteca em Fogo


[Ariana Azevedo]

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

É a Arte, estúpido! (2)



René Magritte, The Lovers

[Carlos Vaz]

É a Arte, estúpido! (1)



Salvador Dali, The Great Masturbator



[Ricardo]

É a Arte, estúpido!


Pablo Picasso, Le Guitariste (1910)


Dado que a contagem decrescente começa a aproximar-se do seu final, decidi dar um pouco mais de vida a este blog, ou melhor, um pouco mais de cultura. Diariamente, aqui neste blog, serão colocadas diversas obras de arte.

Gostaria que esta "exposição" não fosse apenas minha, daí que deixo aqui o convite para todas pessoas que visitam este blog, a sugerirem uma, ou mais, obras de arte. Um quadro, uma escultura, uma foto, uma obra arquitectónica, enfim, uma peça de arte. Juntamente com a imagem da obra, basta o título e o respectivo autor.

Enviem as vossas sugestões para: bagoncalves@gmail.com

26 Days to go



Salvador Dalí, The Christ of St. John of the Cross (1951)

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Saúde para todos

(Texto publicado na Revista Dia D, no dia 26 de Janeiro de 2007)

O meu primeiro artigo para esta revista abordava a estrutura e articulação do nosso Sistema Nacional de Saúde (SNS), e em particular, formas de optimizar a qualidade e eficácia do mesmo. A ideia de transferir o financiamento do SNS para os utentes despertou um grande atrito por parte de algumas pessoas. Muitos concordaram com a ideia de haver mais autonomia para cada hospital, de haver mais competição no sector e que o utente possa ter mais liberdade para escolher os serviços que mais deseja. Porém, a simples ideia de cada um pagar pelas suas despesas não foi bem aceite. Muitos concordaram que até poderia contribuir para a eficácia do sistema de saúde, porém, seria um método desigual que levaria a uma privatização do SNS, aproximando-nos do tenebroso sistema de saúde americano onde cerca de 46 milhões de pessoas não têm seguro de saúde.

Pouco tempo depois, vim a saber que o Governador do Estado de Massachusetts, o presidenciável Mitt Romney, propôs uma grande reforma na área da saúde naquele estado baseando-se num pressuposto simples: todos os residentes naquele estado norte-americano devem possuir seguro de saúde. De uma forma simplificada, todas as pessoas que tenham capacidade para usufruir de um seguro de saúde devem adquiri-lo, sendo penalizadas caso não o façam. Para os mais necessitados, o governo contribuirá com um fundo especial. A lei entra apenas em vigor em Julho de 2007, logo, ainda teremos que esperar algum tempo até possuirmos dados que avaliem o sucesso desta medida.

Se esta proposta resolve alguns problemas de um sistema de financiamento estatal, nomeadamente o escalar da dívida pública na área da saúde, também é verdade que levanta outros. Por um lado as dificuldades na sua aplicabilidade (existe o risco de aumentar a burocracia no sector), e por outro, a maior vulnerabilidade a que o cidadão fica sujeito, em termos de escolhas.

Na minha opinião, esta proposta ainda acarreta algumas deficiências, mas serve para demonstrar o rumo que terá de ser seguido no futuro: O Estado deve transferir directamente para os cidadãos as responsabilidades do pagamento do sistema de saúde (SS). A interface cidadão-Estado-SS deve ser progressivamente substituída pela interface cidadão-SS. Esta é que deve ser a base de uma verdadeira política de saúde. Só depois de construída a base do sistema, é que é possível modelar o topo da estrutura de modo a abranger aqueles que não estão incluídos no sistema. Não faz sentido trabalhar no sentido oposto.

Não pretendo com este texto descrever todos as componentes de um modelo de saúde, mas sim promover o debate de outras alternativas para um saudável sistema de saúde. Em certa medida, a mudança “cultural” de certos aspectos deste tema, é tão importante como as próprias alterações políticas. É necessário compreender que pode existir um bom sistema de saúde, sem este ter que estar obrigatoriamente sobre a alçada do Estado. E não nos esqueçamos que a habitual tendência para criticar a desigualdade de um modelo é, por vezes, mal diagnosticada e tratada. Por vezes, em vez de uma elevada dose de subsíduos, que geralmente não resolvem o problema, basta uma pequena dose de responsabilidade individual.

sábado, janeiro 20, 2007

44 Days to go


J. Turner, The Decline of the Carthaginian Empire (1817)

quarta-feira, janeiro 10, 2007

55 days to go

domingo, dezembro 24, 2006

Natal 2006



Apenas para desejar a todos vós, um Feliz Natal!


Abraço

Bruno

sábado, dezembro 23, 2006

Pictures of 2006 V


France

Pictures of 2006 IV



World Cup 2006

Pictures of 2006 III



Mahmoud Ahmadinejad

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Toda a verdade sobre a minha obsessão sobre a sra. Segoléne Royal...



Bruno Alves, n'O Insurgente:

O “fenómeno Ségolène” é absolutamente extraordinário, e revelador do mundo em que vivemos. Numa terra do Norte português, um grupo de socialistas europeus reúne-se num evento cuja irrelevância é comprovada pela ausência de Zapatero ou Tony Blair, ou pela presença de Howard Dean. Ségolène, essa, está cá. E é o único assunto da reunião que merece o destaque da RTP. A senhora não disse nada, a não ser umas frases incompreensíveis até para quem fala francês. A senhora, aliás, nunca disse nada. No entanto, traz “novidade” à política. Parece que é uma “lufada de ar fresco”. Não se percebe porquê. Não se percebe, aliás, como se pode caracterizar Ségolène seja com que adjectivo for, tal a absoluta vacuidade do que ela diz e faz. No entanto, onde ela se senta, logo estão as televisões, como um gato aos pés da dona. O “fenómeno Ségolène” mostra no que se transformou a actividade política. Em publicidade. Ségolène é apresentada como “moderna”. Como “diferente”. E por assim ser apresentada, por assim ser caracterizada, passa, efectivamente, a ser “moderna”. Passa a merecer atenção, porque foi dito que merece atenção, não por ter feito algo para a merecer. Alguém disse em tempos que vender um Presidente da República era igual a vender um sabonete. O “fenómeno Ségolène” mostra que, com uma boa máquina publicitária por trás, até um sabonete pode vir a ser eleito Presidente.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Próxima Leitura



A Queda de Roma e o Fim da Civilização, por Bryan Ward-Perkins.

Picture of the Day


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A pack of photographers wait for French presidential candidate Nicholas Sarkozy to emerge from a hunter's hide in the Bay de Somme, France.

Back on track

Depois de uma semana afastado do mundo das notícias e dos blogs, uma rápida actualização:

- Os senhores eurodeputados do Parlamento Europeu, continuam as suas mil e uma viagens pela Europa à procura de informações sobre meia-dúzia de voos da CIA. Não há paciência. Foi para isto que foram eleitos? É para isto que serve o Orçamento do Parlamento? E ainda existe quem se questione, porque razão as pessoas começam a estar fartas dos senhores de Bruxelas.

- Segoléne Royal, depois dos tristes comentários no Médio Oriente (e as suas escapatórias em problemas de "tradução"), parece que esteve pelo Porto. Como já vem sendo habitual, disse coisas "bonitas" sobre Europa. A nível de ideias, ninguém pareceu notar nenhuma...

- O tão esperado Relatório sobre o Iraque, conduzido pelo ex-Secretário de Estado James Baker, foi finalmente apresentado. As suas conclusões não trouxeram nada de novo.

- Em Portugal, assiste-se à situação vergonhosa envolvendo a ERC. Mas será que ninguém compreende a gravidade da situação?

quinta-feira, novembro 30, 2006

"Ma réponse est oui"


A la question "Etes-vous candidat à l'élection présidentielle ?", Nicolas Sarkozy déclare simplement : "Ma réponse est oui." Soulignant que "cette décision l'engage", le ministre-candidat, affirme qu'il s'agit du "choix d'une vie. C'est une lourde responsabilité vis-à-vis des Français auxquels je demande de me faire confiance" , ajoute-t-il.

[Via Le Monde]

terça-feira, novembro 28, 2006

Os Melhores Blogs 2006



Embora não goste muito deste tipo de rankings, a verdade é que não resisto a este tipo de coisas. Embora muitos mais merecessem estar nesta lista, tive que cumprir as regras... O Bodegas e o blog da Revista Atlântico por regra não estão presentes em nenhuma categoria, tal como o Geração Rasca, o blog que está a organizar a iniciativa... Aqui fica o meu destaque:

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Melhor Blog Individual Feminino:
Blogotinha
Bomba Inteligente
Controversa Maresia
Eclético
Miss Pearls
Rititi


Melhor Blog Individual Masculino:
Abrupto
A Causa foi Modificada
Blue Lounge
Kontratempos
Portugal dos Pequeninos
Rua da Judiaria


Melhor Blog Colectivo:
Cinco Dias
Corta-Fitas
O Amigo do Povo
O Insurgente
Small Brother
Sociedade Anónima


Melhor Blog Temático:
A Cidade Surpreendente
Da Literatura
Margens de Erro
Mitos Climáticos
O Jumento
Ponto Media


Melhor Blog:
A Destreza das Dúvidas
Cinco Dias
Corta-Fitas
Miss Pearls
O Insurgente
Portugal dos Pequeninos


Melhor Blogger:
André Azevedo Alves (O Insurgente)
João Gonçalves (Portugal dos Pequeninos)
João Luís Pinto (Small Brother)
Pedro Correia (Corta-Fitas)
Rui de Albuquerque (Blasfémias)
Tiago Barbosa Ribeiro (Kontratempos)

Afinal não é apenas aqui...

Um dia teria que ser...

Já aqui referi que sou um pouco reticente em comentar temas religiosos e políticos no mesmo espaço, principalmente quando estão ligados. Porém, nos próximos dias não parece haver outra maneira. Sobre a viagem do Papa à Turquia: O lado político da religião.

Picture of the Day - Ceasefire

quinta-feira, novembro 23, 2006

E então os eleitores?

A propósito da "limpeza" que ocorreu na bancada do PCP na AR, Jerónimo de Sousa vem acusar a deputada Luísa Mesquita de violar "um compromisso político e ético" com o partido, dado que esta se recusou demitir. E o compromisso que a deputada assumiu com os deputados que a elegeram não conta? Porque razão se ignora este compromisso, por sinal bem mais importante que uma purga marxista dentro do partido?

Joschka Fischer



Independentemente das simpatias políticas e ideológicas de cada um, a entrevista (no Público de hoje) a Joschka Fischer, ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros Alemão, é recomendada a todos aqueles que se interessam sobre o problema nuclear iraniano e a crise no Médio Oriente e respectivas repercussões a nível mundial.

Curiosamente, verifiquei que em diversos aspectos estou de acordo com Joschka Fischer. Logo que tenha oportunidade, devo voltar a este assunto.

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Contra os Espanhóis?

«Basta perguntar aos bascos e aos catalães se não querem ser independentes. Nós que temos a independência, temos o dever de defendê-la», declarou. [D. Duarte]

quarta-feira, novembro 22, 2006