sexta-feira, dezembro 23, 2005
Apostas de Natal

Parece que algumas pessoas estão muito preocupadas, pois anda-se a apostar (ou andava-se, pois parece que o site está em baixo ou algo do género...) nos candidatos presidenciais e em quem iria ganhar as eleições. Só num país como o nosso, um problema ridículo e estúpido como este poderia intereferir com uma campanha e ser digno de notícia num telejornal. Pior, é ainda ouvir candidatos a pronunciarem-se sobre o tema, sentindo-se ofendidos por andarem a apostar neles. Mas pronto, vou ignorar estes tristes episódios e atribui-los à vulgar falta de notícias que se assiste nestas épocas. Mas pelo sim pelo não, se alguém me quiser oferecer um bilhete de aposta, certifiquem-se que possui o nome Cavaco escrito. É que eu posso não jogar muito, mas quando jogo é para ganhar!
quinta-feira, dezembro 22, 2005
I'm dreaming of a white Christmas...
Entrevista

A propósito dos projectos da Ota e do TGV, o Prof. José Manuel Viegas do IST concedeu uma entrevista ao Semanário Económico cuja leitura recomendo vivamente. O Prof. José Viegas é sem sombra de dúvida das pessoas mais habilitadas para discutir estes temas em Portugal, opinião que ficou claríssima após ter assistido ao debate que teve na RTP com o actual ministro das Obras Públicas, Mário Lino.
Considera os projectos da Ota e da alta velocidade prioritários para o País?
Eu não diria na Ota, mas investir no novo aeroporto de Lisboa é claramente um investimento em capacidade, já que temos um sistema que está a chegar ao limite. Portugal por muito TGV que faça depende para as suas ligações internacionais sobretudo do transporte aéreo. Não nos podemos dar ao luxo de ter o transporte aéreo com dificuldades de atendimento por falta de capacidade porque isso degenera em má qualidade. Concordando ou não com a Ota, o investimento no aumento de capacidade era inadiável.
E a alta velocidade?
Neste projecto não temos nenhum sistema à beira da ruptura, trata-se de dar um salto de qualidade. A questão que se põe é se é oportuno ou não. O tomar a decisão agora não implica que a despesa seja paga de imediato. Há fórmulas, no que diz respeito ao financiamento do Banco Europeu de Investimentos, que prevêem pagamentos diferidos. O esforço público em termos de despesa concreta provavelmente pode ser feito meia dúzia de anos a partir do momento da realização da obra. Se acreditarmos que vamos sair do buraco daqui a alguns anos, pode acontecer que a cobrança dessa factura seja feita no ponto alto do ciclo.
(...)
As ligações que estão anunciadas defendem a soberania do País?
Considero que o principal instrumento de afirmação da soberania e competitividade de Portugal está na criação de uma área metropolitana que, numa primeira fase, deveria ser Lisboa-Porto e, tão cedo quanto possível, Setúbal-Braga. Para sermos competitivos à escala europeia temos de por estes 7,5 milhões de pessoas a trabalhar como se fossem o bairro Sul e o bairro Norte da mesma cidade, e com o bairro Centro (Leiria, Coimbra e Aveiro) também a trabalhar em conjunto. Tem que ser trivial. O tempo poupado tem de ser aproveitado produtivamente. O TGV tem que ser visto como uma alavanca de progresso económico.
(...)
Foi um defensor do traçado do “T” deitado, com a ligação a Madrid a ficar entre Lisboa e Porto, de forma a deixar as cidades portuguesas equidistantes da capital espanhola. Não é esse o projecto do Governo.
O que foi apresentado foi uma parte do “Pi” ou o “L”. Eu fui a primeira pessoa a defender o “T” deitado. Os números divulgados na apresentação sustentam os argumentos que eu dei para o “T”. O tráfego conjunto de Lisboa e Porto para Madrid sustentariam melhor a viabilidade da ligação à capital espanhola. Há momentos para defender estas coisas e há momentos para aceitar que há senhores eleitos para tomar decisões.
quarta-feira, dezembro 21, 2005
MIT

A propósito da notícia da vinda do MIT a Portugal no âmbito do Plano Tecnológico, tinha escrito este post, onde expressava a minha surpresa pela condição que o governo impôs desta instituição apenas poder articular-se com o Instituto Superior Técnico.
O meu colega Dos Santos, um dos bloggers que mais aprecio, fez um post muito interessante sobre o tema, onde dá várias hipóteses para a decisão do governo. Recomendo a leitura.
Surpresas?
Muito boa gente ficou surpreendida pelos comentários de António José Teixeira, Director do DN, ao afirmar que Soares tinha ganho o debate.
Eu não. Momentos antes, cheguei a apostar como ele em 30 segundos dizia que Soares tinha ganho a Cavaco com larga vantagem...
O Óscar para melhor post sobre o debate de ontem vai para o...
terça-feira, dezembro 20, 2005
Retrospectiva

Foi um debate paupérrimo em ideias, mas mesmo assim dos mais elucidativos para decidir os votos. Mário Soares esteve num estilo baixo, não se contendo para fazer os mais inoportunos comentários, fez críticas absolutamente desnecessárias, acusou de se apenas falar no passado quando ele foi o único responsável por isso, tendo uma postura muitas vezes arrogante, superior a tudo e todos. Ninguém ouviu uma única ideia brotar de si, e é este homem que quer ser presidente de todos os portugueses...
Cavaco mostrou-se bastante sereno, face aos ataques violentos de Soares. Tentou por várias vezes alterar o tema do debate, sem sucesso. Afirmou com coerência e consistência as suas ideias para o país, muitas delas já veiculadas noutros debates e intervenções públicas.
Um debate presidencial, não é nenhuma luta de boxe, nem um concurso de maior currículo e cargos ocupados, algo em que ambos muitas vezes caíram, mas sim um debate de ideias do presente. Nesse aspecto o debate foi nulo, até pelas constantes interrupções de Soares. Mas os estilos de cada um dos candidatos foi muito mais revelador do candidato que eu apoio, do que 3 horas de debate político com ideias.
Zé Alberto e Judite, estão dispensados!
Mário Soares: Eu por mim ficava aqui a sós com o Prof. Cavaco Silva.
Tenho impressão que seria um monólogo...
Tenho impressão que seria um monólogo...
Nós estamos no presente... Certo?
Mário Soares: Eu tive um plano...
Atenção! Péssima conjugação do verbo...
Atenção! Péssima conjugação do verbo...
Coisas que me ficaram no olho:
Acho que nunca tinha visto Cavaco sorrir tanto, tantas vezes seguidas...
Momento Zen da Noite
Mário Soares a ensinar a Cavaco que este não é Social-Democrata! Comovente esta prestação de Soares, a tentar elucidar a ideologia política do seu adversário.
Incoerências?
Cavaco Silva responde a uma questão de José Alberto Carvalho, ao qual Mário Soares replica:
- Isso é o que dizem todas as pessoas com formação política.
Pouco tempo depois, diz que Cavaco Silva não possui formação política para o cargo...
- Isso é o que dizem todas as pessoas com formação política.
Pouco tempo depois, diz que Cavaco Silva não possui formação política para o cargo...
Mário Soares e o seu conceito de tempo
Isso foram temas de há dez anos...
Depois continua com a governação Cavaco...
Depois continua com a governação Cavaco...
Os poderes do PR
Mário Soares está quase a dizer que se for eleito, não pode fazer nada pelo país...
Já faltava o monstro (défice para alguns...)
Se Cavaco é o pai do monstro, Soares é o avô, já que ele foi criado sob o domínio de ambos...
Uma questão de vacas II
Facto: Mário Soares foi Presidente da República em tempo de "vacas gordas".
O seu argumento anterior era apenas válido se estivéssemos a discutir legislativas...
O seu argumento anterior era apenas válido se estivéssemos a discutir legislativas...
Uma questão de vacas
Cavaco governou durante o período de vacas gordas.
Mário Soares governou durante um período de vacas magras.
Mário Soares governou durante um período de vacas magras.
Inovação em Cavaco
Cita artigo do El País, a falar sobre si!
Mário Soares critica o jornalista.
Afinal não temos inovação no debate...
Mário Soares critica o jornalista.
Afinal não temos inovação no debate...
Competição
Mário Soares afirma que foi o factor de estabilidade do país, durante a governação Cavaco.
Cavaco elogia estabilidade política.
Cavaco elogia indirectamente Mário Soares.
Adenda:
Cavaco acha que foi o factor de estabilidade política.
Cavaco elogia-se a si próprio...
Cavaco elogia estabilidade política.
Cavaco elogia indirectamente Mário Soares.
Adenda:
Cavaco acha que foi o factor de estabilidade política.
Cavaco elogia-se a si próprio...
De novo o sono...
Cavaco fala em dormir descansado. Ainda bem, não me apetece nada ter insónias por apoiar Cavaco.
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