segunda-feira, dezembro 19, 2005
Retrospectiva
Manuel Alegre organizou melhor o seu discurso, tentando passar a imagem de uma candidatura com um caminho e objectivo definido. De forma serena, conseguiu passar de forma razoável a sua mensagem. Todavia, tinha um adversário à sua esquerda (literalmente) cujo eleitorado é ambicionado por ambos os candidatos. Jerónimo não esteve mal, possuindo mais inovação e criatividade no seu discurso, não caindo tanto nas expressões do tipo "Direitos dos Trabalhadores". Este aspecto favoreceu-o bastante. Equilibrada, seria a palavra que usaria para classificar a discussão.
Amanhã é o último swing presidencial, entre Cavaco e Soares...
Comovente
O final poético do discurso de Jerónimo de Sousa.
Manuel Alegre inibiu-se com tais palavras, pois não o ouvi a citar nenhum soneto...
Manuel Alegre inibiu-se com tais palavras, pois não o ouvi a citar nenhum soneto...
Não compreendi, e esforcei-me...
A propósito do fundamentalismo islâmico, Jerónimo fala que importante é o que está atrás deste tema. Atrás do tema... atrás do tema.... E perdi-me... A palavra que ouço quando sintonizo a voz de Jerónimo de Sousa é Estados Unidos da América...
Uma pérola da Noite
Jerónimo de Sousa enumera as desigualdades sociais, os níveis de desemprego, o péssimo estado da economia, enfim, um retrato credível da realidade portuguesa para acabar por citar a constituição.
"Por não ser cumprida, é que chegámos a este ponto..."
Claro, como é que ninguém se apercebeu disso antes?
Águas II

Manuel Alegre optou por citar um artigo de opinião, publicado no Expresso. (Anda a aprender coisas com Cavaco...)
Repetiu que dissolvia a Assembleia, caso houvesse privatização das Águas de Portugal. Cheira-me que Vital Moreira irá fazer no mínimo 14 posts, a propósito destas declarações...
Águas I
Debate Alegre vs Jerónimo
Depois de vários debates que não tive oportunidade de ver e de comentar, hoje consegui ver o debate que colocou frente-a-frente Manuel Alegre e Jerónimo de Sousa, pelo menos a segunda parte...
Terror(Social)ismos

Foram muitas as pessoas que ficaram chocadas com as afirmações de Ribeiro e Castro no congresso da Juventude Popular, em que falou de uma associação entre terrorismo e esquerda. Confesso que não prestei muita atenção a essa parte do discurso, pois aquela em que estive com maior atenção, foi aquela onde falou da alteração desta constituição repleta de socialismos, de modo a flexibilizar o mercado laboral e a relançar a economia portuguesa.
Cada um ouve aquilo que mais o atrai...
Começo a ficar farto das tentativas(?) de choque...
Investe-se para trazer profissionais de um prestigiado Instituto de Tecnologia a Portugal, e depois estipula-se que apenas pode existir coordenação com uma universidade portuguesa e outras picardias que ainda não se conhecem... Enfim, nada a que não estejamos habituados...
O Prof. Cavaco dá lições de política

Entretanto, Soares continua a tentar passar um dia sem citar Cavaco (sem sucesso, como é óbvio...), Alegre tenta arranjar maneira de fazer esquecer o triste episódio das sondagens, Jerónimo continua a sua hercúlea tarefa de defesa dos "Direitos dos Trabalhadores" e Louçã luta contra os interesses instalados "olhos nos olhos", seja o que isso for...
Arrumando Sondagens...
Recomendo a leitura deste post do Pedro Magalhães no Margens de Erro, que resume as diversas sondagens realizadas nas últimas semanas.
domingo, dezembro 18, 2005
Reforming things
In the matter of reforming things, as distinct from deforming them, there is one plain and simple principle; a principle which will probably be called a paradox. There exists in such a case a certain institution or law; let us say, for the sake of simplicity, a fence or gate erected across a road. The more modern type of reformer goes gaily up to it and says, "I don't see the use of this; let us clear it away." To which the more intelligent type of reformer will do well to answer: "If you don't see the use of it, I certainly won't let you clear it away. Go away and think. Then, when you can come back and tell me that you do see the use of it, I may allow you to destroy it."
(...)
Some person had some reason for thinking it would be a good thing for somebody. And until we know what the reason was, we really cannot judge whether the reason was reasonable. It is extremely probable that we have overlooked some whole aspect of the question, if something set up by human beings like ourselves seems to be entirely meaningless and mysterious.
G. K. Chesterton
sábado, dezembro 17, 2005
Acordo

Ao fim de vários meses, os vários líderes europeus conseguiram um acordo para o orçamento comunitário. Tony Blair, jogava toda a sua credibilidade política europeia nesta discussão, após o "carismático" discurso de inauguração que fez da presidência britânica. Em prol de um bom desfecho, teve que rever o cheque britânico, medida que era aguardada para o fecho positivo das negociações. Outros, estavam bem mais preocupados com a política interna do seu país, do que propriamente as discussões europeias, como foi o caso de Berlusconi. Alguns fizeram a sua estreia no palco das negociações, tendo saltado logo para a ribalta como o caso de Angela Merkel, a nova chanceler Alemâ e o Primeiro-Ministro Polaco, Kazimierz Marcinkiewicz. A primeira foi a grande responsável pelo acordo, embora Chirac tentasse colar a imagem de que a França tenha dado um contributo razoável. Como disse tentou, pois apenas Merkel se dipôs a aumentar as contribuições alemães e a ter diligências bilaterais com os parceiros mais problemáticos. Chirac apenas aceitou uma discussão da PAC em 2009, e com sorte, nem ele nem o seu pupilo Villepin estarão lá para continuarem com aquele desperdício. Quanto a Marcinkiewicz, teve uma posição extremamente dura, apenas consentindo num acordo em que a percentagem do PIB dos contribuidores aumentasse até aos seus objectivos. No meio de tudo isto, José Sócrates sorria para si mesmo. Em relação à proposta luxemburguesa, Portugal vê o orçamento dos fundos de coesão aumentarem, superando as melhores expectativas. Todavia, o esforço que a diplomacia portuguesa efectuou foi praticamente nulo. As boas notícias devem-se apenas a critérios burocráticos, do quais mais se destaca é o tempo de adesão de Portugal à UE. Ou seja, não temos nada a agradecer aos negociadores portugueses, fizeram apenas o seu papel.
A União Europeia não saiu vencedora desta cimeira, pois ainda está longe de atingir a meta. Simplesmente limitou-se a continuar na corrida, preparando-se agora para enfrentar os mais directos adversários e desafios. Ainda não perdeu a corrida, mas terá de ter um esforço suplementar para se manter no pelotão da frente.
A União Europeia não saiu vencedora desta cimeira, pois ainda está longe de atingir a meta. Simplesmente limitou-se a continuar na corrida, preparando-se agora para enfrentar os mais directos adversários e desafios. Ainda não perdeu a corrida, mas terá de ter um esforço suplementar para se manter no pelotão da frente.
sexta-feira, dezembro 16, 2005
Aguardo...

... cheio de expectativas pelo post de Joana Amaral Dias sobre o debate Soares-Louçã que se realizará hoje...
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Preparações
Também eu terei de me preparar. Conseguir imaginar este executivo a dirigir o rumo da Europa em 2007, não é tarefa fácil.
Magia?
Pronto, eis a receita para a poção Presidência: Roubar uns pontos a Cavaco, em seguida fazer uns encantamentos e pronto, temos Mário Soares como presidente!
Eu fico maravilhado com estes ensinamentos milenares que aprendo no Super-Mário...
Eu fico maravilhado com estes ensinamentos milenares que aprendo no Super-Mário...
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Leitura Recomendada: SIDA e Economia
SIDA e Economia, pelo Tiago Mendes no Diário Económico:
O artigo é bastante interessante, mas peca em vários aspectos na minha opinião. Primeiro de tudo, não se compreende bem a relação que o título nos aponta. O Tiago reflecte sobre a existência de um subsídio do Estado em relação aos preservativos, de que forma este subsídio pode influenciar as estatísticas de SIDA e o aspecto quase humanista que toda esta problemática esconde. Faz-me confusão a palavra economia no meio de tudo isto, apenas isso.
Segundo, o artigo apenas refere a relação entre o preservativo e a SIDA. Tenho a certeza que se o Tiago tivesse maior espaço teria abordado outras questões, mas creio essencial nesta discussão apercebermo-nos que o preservativo não tem apenas efeitos profiláticos na SIDA. Esta é provavelmente a doença mais mediática, mas este meio é eficaz na prevenção de várias doenças infecciosas e em alguns tipos de neoplasias. Assim, esta avaliação do preservativo tendo apenas como base a SIDA, torna o artigo um pouco redutor na minha opinião. Todavia, é verdade que tratam-se de patologias associadas ao comportamento sexual, podendo comportar-se de forma semelhante. Não entro pelo tema, pois não ache que esteja à vontade neste universo estatístico.
Terceiro, é um dever do Estado zelar pela saúde dos seus cidadãos e mantê-los informados de todas os factos que estejam relacionados com casos de saúde pública. Este é um desses casos. A profilaxia envolve as duas vertentes, de informação e de meios técnicos. O que se põe em causa no artigo é a relação, ou melhor o favorecimento de um em detrimento de outro. O Tiago não é muito explícito quando explica que a informação deve ter um tratamento especial. Refere que "Um estado que respeite a esfera privada de cada um devia apostar na informação". Sinceramente não compreendo. De que maneira o subsíduo à venda de preservativos ou de qualquer outro método profilático, pode interferir na esfera privada do cidadão, colocando em causa o respeito pelo indivivíduo?
Não quero passar a ideia de que a informação deverá ser colocada de parte, em detrimento de este ou outros subsíduos. Longe disso. Digo mesmo que actualmente, dado o tipo de sociedade que temos, a informação é muito escassa e não é eficientemente transmitida. É necessário compreender que a nossa vivência em sociedade ainda está longe de constituir um exemplo de pluralismo e tolerância, pois os estereótipos ainda conduzem alguns sectores. Assim, torna-se vital a reformulação das medidas de informação, enquanto que melhores alternativas não surjam.
Deve o Estado subsidiar o preço dos preservativos? Que política sobre SIDA?
O artigo é bastante interessante, mas peca em vários aspectos na minha opinião. Primeiro de tudo, não se compreende bem a relação que o título nos aponta. O Tiago reflecte sobre a existência de um subsídio do Estado em relação aos preservativos, de que forma este subsídio pode influenciar as estatísticas de SIDA e o aspecto quase humanista que toda esta problemática esconde. Faz-me confusão a palavra economia no meio de tudo isto, apenas isso.
Segundo, o artigo apenas refere a relação entre o preservativo e a SIDA. Tenho a certeza que se o Tiago tivesse maior espaço teria abordado outras questões, mas creio essencial nesta discussão apercebermo-nos que o preservativo não tem apenas efeitos profiláticos na SIDA. Esta é provavelmente a doença mais mediática, mas este meio é eficaz na prevenção de várias doenças infecciosas e em alguns tipos de neoplasias. Assim, esta avaliação do preservativo tendo apenas como base a SIDA, torna o artigo um pouco redutor na minha opinião. Todavia, é verdade que tratam-se de patologias associadas ao comportamento sexual, podendo comportar-se de forma semelhante. Não entro pelo tema, pois não ache que esteja à vontade neste universo estatístico.
Terceiro, é um dever do Estado zelar pela saúde dos seus cidadãos e mantê-los informados de todas os factos que estejam relacionados com casos de saúde pública. Este é um desses casos. A profilaxia envolve as duas vertentes, de informação e de meios técnicos. O que se põe em causa no artigo é a relação, ou melhor o favorecimento de um em detrimento de outro. O Tiago não é muito explícito quando explica que a informação deve ter um tratamento especial. Refere que "Um estado que respeite a esfera privada de cada um devia apostar na informação". Sinceramente não compreendo. De que maneira o subsíduo à venda de preservativos ou de qualquer outro método profilático, pode interferir na esfera privada do cidadão, colocando em causa o respeito pelo indivivíduo?
Não quero passar a ideia de que a informação deverá ser colocada de parte, em detrimento de este ou outros subsíduos. Longe disso. Digo mesmo que actualmente, dado o tipo de sociedade que temos, a informação é muito escassa e não é eficientemente transmitida. É necessário compreender que a nossa vivência em sociedade ainda está longe de constituir um exemplo de pluralismo e tolerância, pois os estereótipos ainda conduzem alguns sectores. Assim, torna-se vital a reformulação das medidas de informação, enquanto que melhores alternativas não surjam.
terça-feira, dezembro 13, 2005
Jerónimo vs Cavaco

Não tive oportunidade de ver o debate, mas sinto a necessidade de escrever qualquer coisa. No comentário ao último debate referi que esta discussão não seria muito difícil de prever, desta forma, tentarei indagar qual terá sido a prestação, os argumentos e as posições tomadas pelos candidatos:
Jerónimo de Sousa inicia o seu embate referindo que é necessário proteger os Direitos dos Trabalhadores, contra o liberalismo selvagem que ameaça invadir a Europa.
Cavaco Silva fala da sua governação, e como os trabalhadores tiveram um grande aumento de salários reais à custa das reformas que implementou.
Jerónimo acusa o governo de querer transferir para as mãos dos poderosos e dos grandes interesses capitalistas, empresas públicas pertencentes a sectores estratégicos da economia portuguesa.
Cavaco fala que é necessário moderação e reflexão, que a privatização deve ser feita com cautela e tendo o cuidado para que estas não fiquem em mãos estrangeiras.
Jerónimo acusa o governo (olhando para Cavaco) de tentar promover o despedimento dos trabalhadores, ao apoiar medidas neoliberais de mercado.
Cavaco fala de trabalhadores, confiança e de ser uma pessoa honesta e competente. Ninguém consegue perceber ao certo a sua posição, mas o seu discurso é em geral economicamente bonito.
Será que acertei?
Lutas internas
segunda-feira, dezembro 12, 2005
Retrospectiva

Um debate à esquerda, cujas posições pelo que li não diferiram muito no seu conteúdo, mas sim no estilo muito próprio de cada um. Alegre, com a sua postura patriótica tentando demarcar-se do discurso populista de Francisco Louçã, e este último a tentar colar a imagem de homem do sistema e do aparelho socialista a Manuel Alegre.
São dois candidatos de eleitorado distinto que não tinham muito a perder, e que Alegre poderia tentar cativar, como candidato melhor posicionado para fazer a convergência dos votos à sua esquerda. Não sei se conseguiu, mas piorar a sua actual situação seria difícil.
Amanhã temos um Cavaco-Jerónimo, cujo combate não será dos mais difíceis de prever...
Paciência...
Franscico Louçã afirma que "Manuel Alegre só é candidato apartidário porque não é apoiado pelo partido."
Tenho imensa pena de não ter tido a oportunidade de ouvir Louçã a afirmar algo com o qual não discordo...
Tenho imensa pena de não ter tido a oportunidade de ouvir Louçã a afirmar algo com o qual não discordo...
Após o descanso do fim-de-semana...
Os dois candidatos mostraram-se muito enérgicos...
Aspecto interessante: Louçã estava claramente mais activo do que no debate com Cavaco...
Aspecto interessante: Louçã estava claramente mais activo do que no debate com Cavaco...
Louçã vs Alegre
Não tive oportunidade de ver o debate na íntegra, apenas uma pequena parte. Mesmo assim é possível retirar algumas observações.
A coisa que correu mal...
Joana Amaral Dias tem agora um novo ídolo! Chama-se Luís Delgado. A mandatária para a Juventude da candidatura presidencial de Mário Soares e dirigente do Bloco de Esquerda, conseguiu a prova da vitória de Francisco Louçã, vindo de um homem de direita! A nossa cara Joana deve ter vibrado de contentamento com a crónica de Luís Delgado:
Você sabe que a coisa correu mesmo mal quando…
até Luís Delgado é forçado a reconhecer que Cavaco perdeu o debate com Louçã.
Todavia, existe algo que não compreendo. Na mesma crónica Luís Delgado afirma que Jerónimo de Sousa venceu Mário Soares no segundo debate realizado... Será que JAD se esqueceu dessa parte? Ok, foi um lapso, certo? Pronto, uma pessoa lê a segunda parte da crónica, e esquece-se de ler a primeira... Acontece aos melhores...
A segunda parte do post, refere-se a um trabalho de investigação eleitoral. JAD procurou desenfreadamente o vídeo do debate Louçã/Cavaco no site oficial deste último e nada. Depois da alegria inicial, o drama, a tragédia, o horror... Mas não se preocupe, tenho a certeza que a TVi e em particular Miguel Sousa Tavares, não se importará de lhe enviar uma cópia do debate, para que possa ver tudo outra vez!
Concluindo, fico deveras contente que Joana Amaral Dias tenha alguém à direita a quem atribua credibilidade e em quem confie. Tenho imensa pena é que essa pessoa se chame Luís Delgado... Mas pronto, já não é mau para começar...
domingo, dezembro 11, 2005
sábado, dezembro 10, 2005
Alterações Climáticas

Bill Clinton: “Já não existem grandes dúvidas de que as alterações climáticas são reais, causadas e agravadas pelas actividades humanas”.
Após ter assitido a algumas conferências sobre o tema, da qual se destaca a proferida pelo Eng. Rui Moura do blog Mitos Climáticos, tenho sérias dúvidas em relação ao que Bill Clinton afirma. O efeito antropogénico está muito longe de contribuir para um aumento da temperatura global. Primeiro, o fenómeno de aumento global das temperaturas é falacioso. É verdade que nalgumas regiões do globo tal acontece, mas existem outras onde o oposto ocorre. É nesse equilíbrio que se sustenta a climatologia mundial, havendo indícios de que a temperatura média global tende a baixar, ao contrário do que actualmente se especula. Para além disso, a manutenção da temperatura global é feita quase totalmente através da energia solar, e o efeito antropogénico tem um efeito muito baixo nesta manutenção.
Embora não sendo um especialista no tema, e não querendo correr o risco de transmitir ideias erradas, gostaria simplesmente de dizer que os meios de informação jornalísticos não são um bom meio de aprender e ter esclarecimentos sobre esta temática. Além disso, a maior parte das decisões tomadas nesta área são de natureza política, e carecem muitas vezes de conhecimento científico. Não quero estar a dizer que Bill Clinton não possui a experiência e a cultura científica para afirmar o que diz, apenas que este tema gerou um tamanho cepticismo à escala global, ao ponto de vários cientistas e políticos cerrarem fileiras, não permitindo uma abertura do tema à discussão.
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Retrospectiva

A economia foi o grande tema da noite. Não era muito difícil adivinhar que a discussão tomasse este rumo, devido a um dos presentes - Francisco Louçã. Como se esperava, não perdeu tempo para sacar de inúmeras estatísticas para revelarem o desastre que foi a governação de Cavaco Silva durante os seus 10 anos à frente de um executivo. Não percebeu, que o estilo de Cavaco sobre a matéria foi deveras muito mais convincente que o seu.
Foi notório que Cavaco Silva melhorou bastante em relação ao anterior debate, e numa discussão onde profetizavam um embate difícil, Cavaco explicou de maneira serena a sua governação, as qualidades que o fazem o melhor candidato presidencial do momento, e colocou um travão ao discurso absolutamente demagógico de Francisco Louçã. O debate poderá não ter sido muito rico em ideias (se retirarmos a discussão sobre o modelo económico), mas valeu sobretudo pelo estilo de cada candidato.
Aguardemos pelo próximo swing de candidatos.
Estudos...
Louçã possui um estudo sobre a segurança social. Ao que parece só ele o leu...
Em contrapartida, Cavaco possui estudos sobre a Ota, mas ainda não os leu...
E os restantes candidatos, que estudos têm?
Em contrapartida, Cavaco possui estudos sobre a Ota, mas ainda não os leu...
E os restantes candidatos, que estudos têm?
De novo os Biliões...
Eu gosto de ouvir Cavaco falar em biliões. Soa bem a palavra...
Será que estarei a tornar-me demasiado pró-americano?
Será que estarei a tornar-me demasiado pró-americano?
Poderia repetir Sr. Deputado Louçã?
Qual o problema do modelo de imigração de Portugal?
O problema está no facto de estar escondido na clandestinidade dos imigrantes clandestinos.
Pois....
Pois....
Liberalização laboral segundo Cavaco
Defendeu uma maior flexibilização do mercado laboral, à semelhança de vários países nórdicos. Um modelo liberal tímido, mas motivador.
Alguém conhece a posição de Mário Soares?
Alguém conhece a posição de Mário Soares?
Liberalização laboral segundo Louçã
Claro que não! A rigidez e os direitos inflexíveis dos trabalhadores acima de tudo!
Até da preocupação de empregar, diria eu...
Até da preocupação de empregar, diria eu...
Será um torcicolo?
Em três questões consecutivas de Miguel Sousa Tavares, Louçã vira-se para Cavaco para efectuar "observações".
De notar que a maioria delas estavam pouco relacionadas com a pergunta...
De notar que a maioria delas estavam pouco relacionadas com a pergunta...
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