domingo, novembro 20, 2005

Nº1 na Europa

sábado, novembro 19, 2005

Gostos não se discutem!



Escreve o Pedro Picoito no Pulo do Lobo:

O nosso coblogger JCD publicou aqui as declarações de voto de dois conhecidos liberais da blogosfera, o Miguel Noronha e o Rodrigo Adão da Fonseca. Li-as, gostei e parece não fui o único. Confesso, porém, que me custa um pouco entender certos problemas de consciência em votar Cavaco Silva.
Os liberais dizem que o homem não é um deles, já sei. E não será.
Mas não votar Cavaco por não ser um liberal é como não jantar com a Salma Hayek porque nunca leu Dostoievsky. Se calhar até leu.
Ou porque ela não sabe cozinhar. Who cares?
Ou porque se prefere jantar com Soares, Alegre, Jerónimo, Louçã...
E se estão à espera de uma fotografia da senhora, então vão ter com eles, os liberais.
Eu cá sou um conservador. Comigo, só Cavaco e a Sofia Loren.

Depois da intensa campanha que a blogosfera liberal empreendeu para divulgar Hayek (ver exemplos aqui, aqui e aqui) é compreensível este tipo de opiniões. Meu caro Pedro, já diz o velho ditado que gostos não se discutem, mas permita-me abrir neste caso uma excepção.

Mas não votar Cavaco por não ser um liberal é como não jantar com a Salma Hayek porque nunca leu Dostoievsky.

A questão é que Salma Hayek já tem algo em comum com o liberalismo, mesmo que não tenha lido Dostoievsky. Cavaco, não tem...

Uma questão de liberdade

O acontecimento do liceu de Gaia já fez correr muita tinta e "clics", pelos diversos meios informativos. Confesso que não esperava tal cenário. Tal como José António Saraiva escreve no editorial do Expresso, também eu pensei que a notícia se tinha espalhado por falta de informação sobre outros temas. Todavia, o episódio sofreu um aumento de amplitude, em grande parte devido à crónica de Miguel Sousa Tavares publicada no Público de ontem.

A crónica apresenta inúmeras contradições entre aquilo que MST apresenta como suas convicções, e depois aquilo que idealiza para a sociedade, mas não é sobre isso que quero falar. Acho que a principal razão daquela crónica ser escusada, é que estamos a falar de pessoas com 17 e 19 anos, e por isso conscientes e responsáveis pelas suas acções. Uma coisa é não achar correcto aquilo que alguém faz, outra completamente distinta é tentar proibi-la de o fazer, na qualidade de cidadão de direitos e deveres idênticos ao de outros cidadãos.

Ainda nesta problemática, têm sido veiculadas opiniões que não concordo, nem revejo a minha ideologia - o liberalismo. É preciso dizer que este acontecimento tentou servir de trampolim para diversos sectores da sociedade se revoltarem contra aquilo que dizem ser ideais e correntes retrógradas, e que deveriam ser abolidas e eliminadas da nossa sociedade, usando para tal o argumento do liberalismo. O liberalismo não está ao serviço de qualquer moral. O liberalismo promove a liberdade de todos os cidadãos, de modo a que se construa e se conviva de maneira livre com o próximo.

A propósito deste tema o André Abrantes Amaral escreveu este post em Julho (Via Aforismos e Afins):

Sempre que se fala de liberalismo, de se ser liberal, vem à conversa a moral. A teoria resume-se a uma ideia muito simples: Se alguém é liberal na economia e na política, deverá sê-lo também em matérias morais. É claro que este raciocínio comum está errado. Um liberal é a favor da liberdade, mas de uma liberdade que não prejudique terceiros. Na minha forma de ver, é nesta perspectiva que qualquer discussão sobre os ‘costumes’, sobre o que é moralmente aceite, o que deve e não dever ser permitido, pode ser feita. O problema, muitas vezes, está na politização destes assuntos que, antes de serem políticos, são humanos.

Tomemos a título de exemplo o direito ao casamento dos homossexuais. É partindo daquele pressuposto que sou favorável ao casamento (numa definição jurídica diferente da que existe para o casamento de casais heterossexuais) de casais homossexuais. O assumir de qualquer responsabilidade que decorra da legalização da relação entre dois seres humanos, não diz respeito, nem interfere com mais ninguém. O mesmo já não sucede com a adopção de crianças por parte desses mesmos casais homossexuais, na medida em que, ao permiti-lo, estaríamos a marcar o futuro de uma pessoa.

As ditas questões morais são várias. A legalização do aborto, do consumo de drogas, da eutanásia e até mesmo do suicídio. A primeira é, de todas, a mais complexa. Por princípio apenas posso ser contra. Existem, no entanto, algumas vezes em que, creio, a solução que é o abortar pode ser aceite. São sempre situações muito concretas que nenhuma lei geral e abstracta pode prever. Esta apenas poderá antever a possibilidade de, em certos casos, o juiz ter poderes para julgar de uma forma equitativa.

De qualquer forma, o ser-se liberal em assuntos morais pouco tem que ver com o liberalismo. Não sou mais nem menos liberal que outros, apenas por ter as opiniões que tenho. Se assim fosse, Francisco Louçã seria um liberal em potência, o que todos sabemos não ser verdade. De resto, o liberalismo, para incredulidade de muitos, assenta bem mais nos valores que qualquer outra teoria ou regime dito conservador e, porque não, socialista.

sexta-feira, novembro 18, 2005

Presidenciais no Ecrã

O Modelo Social Europeu




Vital Moreira na sua crónica semanal do Público, fala-nos do modelo social europeu, ou melhor, tenta convencer que este modelo ainda é necessário à Europa, e apenas necessita de uns retoques. No seu artigo, cita a Espanha e a Escandinávia como exemplos de desenvolvimento através de um modelo modelo social. Tenho pena que Vital Moreira não tenha comparecido ao Noites à Direita (pelo menos eu não o vi....), pois esta questão foi explicada admiravelmente pelo Prof. António Borges. O modelo sueco, por ex., é um modelo eficaz em que o estado tem de facto um grande abrangência na sociedade, mas produz e disponibiliza serviços públicos de grande qualidade e de grande eficácia, conciliando este sistema com a captação de investimento externo. Isto não é o modelo social europeu. Isto está muito longe de ser o modelo social europeu.

Jack Straw, Ministro dos Negócios Estrangeiros Britânico, esteve esta semana no Parlamento Europeu onde explicou com a sua habitual frontalidade o problema e a solução deste modelo para a Europa, desferindo um fortíssimo ataque ao sistema françês.

The British foreign secretary, Jack Straw, made a blistering attack on the French economic and social model Wednesday and accused Paris of failing to enforce the EU work rules it had fought for.

Speaking in the European Parliament, Straw responded to a French deputy who had criticized the British liberal approach to globalization and lamented the lack of harmonization of social standards in Europe.

"Globalization is a fact of life. The French, my comrade friend, may not like it, but we either have to deal with it or it will engulf us all," Straw said. "The old economic and social model of Europe won't work to deliver prosperity, social justice and jobs in the way it used to. And it's a big challenge, especially, if I may say so, for the country you represent and others on the Continent."

Straw said he would not accept lectures from France, which did not, he said, enforce the European laws it had fought for. "Rigid pan-European working limits on hours will not deliver health and safety for our work force, particularly where the rules are unevenly applied," he said.


Aproximando-se a hora crucial das discussões sobre o Orçamento, a presidência britânica tem a oportunidade de imprimir um novo rumo a esta Europa. E era precisamente nesta altura que gostaria de ver Nicolas Sarkozy na presidência francesa, em vez de Chirac e a sua obstinação pela PAC.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Leitura Recomendada

Tiago Mendes, no Diário Económico:

Serão as sondagens um reflexo da opinião pública, ou será a opinião pública um reflexo das sondagens? Provavelmente, ambas.

As sondagens são, por definição, um retrato da opinião pública no momento em que são realizadas. Mas a informação nelas contida pode levar à alteração de intenções de voto previamente declaradas. Isto faz com que também a opinião pública seja um reflexo das sondagens. A interdependência entre as duas reflecte a dimensão estratégica do acto de votar. Se o debate político é crucial na definição das “preferências” dos eleitores – nomeadamente do seu candidato preferido – estas não são suficientes para prever as suas “escolhas”, por duas razões: um eleitor pode não ir às urnas; e um eleitor pode votar noutro candidato que não o seu favorito. Quer a decisão de abstenção quer a decisão de votar “útil” poderão depender das expectativas quanto às intenções de voto do restante eleitorado, as quais serão em parte baseadas na informação veiculada pelas sondagens.

Curto-circuito

Grande noite à direita



Foi numa magnífica sala, na Sociedade de Geografia, que decorreu mais um encontro Noites à Direita: Projecto Liberal. Pela primeira vez pude assistir a este evento. António Borges e Daniel Bessa discursaram e cativaram a plateia, falando sobre economia e vários temas relacionados com esta. Falou-se muito em liberalismo e em modelos concretos liberais aplicados à nossa sociedade. Discutiu-se investimento, e maneiras de o cativar. Comparou-se vários modelos económicos de vários países, e analisou-se a situação portuguesa no respectivo contexto socioeconómico. No meio de tudo isto e muito mais, ainda houve tempo para falar em valores e definir princípios vitais para o estabelecimento de uma sociedade que propicie um maior investimento, e consequentemente um maior crescimento económico.

Os meus parabéns aos promotores da inicativa.

quarta-feira, novembro 16, 2005

Redução ou Reorganização?




Um dos maiores problemas que atinge o Sistema Nacional de Saúde, não é a falta de médicos e de outros profissionais de saúde, como habitualmente se pensa, mas a péssima organização e distribuição pelas unidades de saúde do país destes funcionários. O Hospital de Santa Maria é um perfeito exemplo disso. Neste hospital, é capaz de haver em determinadas áreas uma percentagem de recursos humanos excedentária (não em todos os serviços), que poderiam ser deslocados para outras unidades hospitalares da área de Lisboa. Poupava-se certamente em eficácia e em qualidade do serviço prestado. A reorganização não implica a redução, pelo menos de maneira automática.

Relacionado com esta tema da falta de médicos, escrevi também este post.

terça-feira, novembro 15, 2005

Noites à Direita





António Borges e Daniel Bessa são os convidados principais de mais uma sessão das Noites à Direita - Projecto Liberal, com a moderação de António Pires de Lima.

É amanhã pelas 20h30, na Sociedade de Geografia, junto ao Coliseu de Lisboa.

Não há festa nem festança, onde não vá a Constança

Mário Soares queria falar do passado, a Constança queria respostas para o futuro.

A Constança queria explicações para o passado, Cavaco queria mostrar os seus projectos para o futuro.

segunda-feira, novembro 14, 2005

Razões para um liberal votar Cavaco Silva



Escreve o Miguel Noronha, através do Pulo do Lobo:

Porque pode um liberal votar em Cavaco Silva? Porque foi com os seus governos que deixamos de ser um Estado falhado. Porque graças às suas maiorias foi possível expurgar da Constituição grande parte do programa socialista, imposto no PREC, que pretendia fazer de Portugal o que Chavez está a fazer da Venezuela. Porque os outros candidatos ainda não se libertaram (e inclusivamente orgulham-se) das perigosas utopias socialistas que são a causa do nosso atraso. Porque é o único candidato que não pensa que a globalização deve ser controlada ou revertida. Porque Saramago, o amigo do ditador cubano, já anunciou que, se ele for eleito, deixará de comparecer em eventos oficiais. Porque é o único candidato que não corteja a extrema-esquerda. Porque prefere os empresários aos “resistentes anti-fascistas”. Porque não é nem nunca foi comunista. Porque prefere a Revolução Americana à Revolução Francesa. Porque é anglofilo e não francófilo. Porque não pretende “dialogar” com os islamo-fascistas. Porque não se envergonha da Civilização Ocidental. Porque não dirá inanidades como “há mais vida para além do défice” nem inventará prioridades nacionais diariamente. Porque com a sua derrota, há dez anos, foi eleito o pior PR desde Costa Gomes – é um erro que não devemos repetir.



Não tão recente mas sobre o mesmo tema, relembro este post do Rodrigo Adão da Fonseca intitulado: "O melhor é mesmo tapar o nariz, fechar os olhos e votar no homem logo na 1.ª volta"

(...) Esta é talvez a única lição que retiro da Esquerda; na hora da verdade, importa saber ir a jogo, contando com quem lá está. E uma coisa é certa: Cavaco Silva é de longe o candidato que melhor garante a independência e o equilíbrio de poderes no actual momento político. E isto é, no fundo, aquilo que neste momento está em jogo.


Será que todos os liberais se vêm nestes pontos? Obviamente que não, não estejamos com ilusões. Pacheco Pereira referia à tempos que o único eleitorado órfão nestas eleições era o liberalismo, e com razões para justificar tal posição. De relembrar que José Pacheco Pereira faz parte do Pulo do Lobo, e apoia a candidatura de Cavaco Silva, um homem pertencente à social democracia. Todavia, é preciso compreender que Cavaco soube ler os sinais da actual situação política e adaptar as suas ideologias, de modo a se tornar o candidato que reúne as melhores condições para ser Presidente. Poderia estar melhor? Talvez. Mas na situação sócioeconómica em que estamos (e também com os restantes candidatos presidenciais...), não nos podemos dar ao luxo de termos candidatos perfeitos. Como diz o meu caro colega RAF, é fechar os olhos e votar no homem logo na 1.ª volta. (Eu votaria com os olhos abertos, just in case...)

Lamentável

É o que tenho a dizer deste post de Joana Amaral Dias.


Pacheco Pereira é que não omitiu os seus pensamentos a propósito deste mesmo post:


É muito triste contemplar o rumo que certos políticos dão às suas campanhas.

Le Pen



"In the past 15 days," Le Pen said late last week, "our party has acquired several thousand new members. We've received thousands of emails, faxes and letters from people who say, 'At last we have understood. You were right, Monsieur Le Pen. They said you were an extremist, but you were a visionary. You predicted everything'."

For decades, the bogeyman of French politics has been predicting that France will be submerged under an avalanche of Muslim immigration and lose its identity and freedom unless it fights back.

Le Pen's solutions to the riots are uncompromising: an immediate halt to immigration, the expulsion of all those immigrants without French citizenship and a "Frenchness test" for the others who want to stay on.

At 77, he will not have many more chances to run for president, but he won 5million votes in 2002 and expects to get into the second round again in 2007.

"I have great hopes," he said, before returning to his telescope to scan the city below. "Change is coming."

domingo, novembro 13, 2005

Esquerdização

O meu colega Tiago Mendes reflecte num post extremamente interessante, sobre a "esquerdização" que alguns sofrem com a idade. Escreve ele:




"Não digo que a tal "esquerdização" seja consciente."

A questão que levantas é deveras interessante. A idade, ou melhor as experiências adquiridas ao longo da existência humana, que papel possuem na modelação das convicções socio-políticas e em que estádio é que ocorrem. Não vou entrar no tema, bem complexo por sinal, mas apenas referir que achei sugestiva a frase que acima refiro.

Ao não invalidares a hipótese, sugeres que a "esquerdização" não é apenas um acto consciente, leva-nos a pensar que a sociedade actual encara inconscientemente o tabu da morte como algo que deverá tender a ser igualitário, pelo próprio facto de constituir um tabu. Mas será esta uma posição resultante de uma "esquerdização", ou mais de uma reflexão interior do rumo da nossa existência, e de toda a sociedade à nossa semelhança? As alterações poderão aparentar ter um reflexo político, mas originam-se num prisma interior e privado, acoplado sem dúvida à religião. Até que ponto podemos classificar este fim como político, se são usados os meios pessoais, tendo em vista uma meta interior e "in"consciente?

Equality

"Democracy and socialism have nothing in common but one word: equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude."

Alexis de Tocqueville


"A society that puts equality—in the sense of equality of outcome—ahead of freedom will end up with neither equality nor freedom. The use of force to achieve equality will destroy freedom, and the force, introduced for good purposes, will end up in the hands of people who use it to promote their own interests."

Milton Friedman


Bonitas e importantes citações, lembradas pelo Cláudio Tellez e Dos Santos.

sábado, novembro 12, 2005

Ota fans!



Eles estão aí!

sexta-feira, novembro 11, 2005

Censura nos blogs?

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Lei n.º 53/2005
de 8 de Novembro

Cria a ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social,
extinguindo a Alta Autoridade para a Comunicação Social

Artigo 6.º
Âmbito de intervenção
Estão sujeitas à supervisão e intervenção do conselho regulador todas as entidades que, sob jurisdição do Estado Português, prossigam actividades de comunicação social, designadamente:

a) As agências noticiosas;
...
e) As pessoas singulares ou colectivas que disponibilizem regularmente ao público, através de redes de comunicações electrónicas, conteúdos submetidos a tratamento editorial e organizados como um todo coerente.

[Via Blasfémias]

Desta forma, venho por este meio informar que a Linha Editorial deste blog, está perfeitamente incluída neste post do Tiago Mendes.

quinta-feira, novembro 10, 2005

Lobo com pele de cordeiro



O número de blogs de apoio e de não apoio, crescem a uma velocidade estonteante. Depois de ontem ter surgido o Pulo do Lobo, hoje surge o Lobo com pele de cordeiro. É a hora dos lobos...

Porque será?

Eu ultimamente ando a evitar o Causa Nossa... Posso dizer que esta fobia inicou-se depois de ler isto.

Serviço Público

Este blog informa que está em curso um estudo sobre os públicos portugueses de blogues. Pode participar, respondendo a este inquérito.

O blog do meu vizinho, é sempre melhor que o meu...

No decurso de um post alusivo ao lançamento do livro "Escola Austríaca - Mercado e Criatividade Empresarial", a decorrer na Universidade Católica no dia 22 de Novembro, o Gabriel Silva e o João Caetano Dias, empreenderam uma fantástica "adaptação" de ditados e provérbios populares, na respectiva caixa de comentários do post. Não resisti em compilá-los:


A post roubado não se olha ao enter.

Quem vai à bica, perde o post.

Os bons posts fazem os amigos.

Cá se postam, cá se pagam.

Os posts iludem.

Os posts são como as cerejas, vêm uns atrás dos outros.

Os posts e os amores, os primeiros são os melhores.

Posta melhor quem posta por último.

Amigos, amigos, posts à parte.

Deixem-me postar. (Ditado cavaquista)

Nunca comento e raramente posto. (outro)

Postar é fixe.

Quem tem CPU tem blogue.

Mais vale um post na mão, do que dois drafts a voar.

Malha no post enquanto está quente.

Mãos quentes, postes ausentes.

Muito postar, pouco acertar.

O primeiro post é para os pardais.

O post a seu dono.

O post perdido nunca se recupera.

Post por post, blog por blog.

Os posts são para as ocasiões.

Os homens não se medem aos posts.

Posts não pagam dívidas.

Há posts que vêm por bem.

De bons posts está o blog cheio.

Postando se vai ao longe.

Quem posta por gosto, não se cansa.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Cavaco no Citroën a caminho de Belém



Finalmente, o blog de apoio à candidatura do Prof. Cavaco Silva à Presidência da República. Os seus autores são nomes conhecidos da blogosfera, que pelo menos têm uma coisa em comum:

As pessoas que escrevem neste blogue querem que Cavaco Silva vença as próximas eleições presidenciais. Não sei se partilham outras convicções para além dessa. Umas provavelmente sim, outras provavelmente não. O objectivo de ver Cavaco Silva como Presidente chegou e sobrou para que nos reuníssemos livremente e fizéssemos este blogue.

Que se inicie a disputa pelo número de referências a Cavaco Silva, entre o Super-Mário e o Pulo do Lobo!

Algumas vezes, o melhor é estar calado... (Ou mesmo muitas vezes!)



Jerónimo de Sousa: "Entregar as empresas ao mercado é encher a barriga aos capitalistas. Já não há pachorra para essa".


Sinceramente, não há pachorra é para aturar comunistas com crises crónicas de competitividade e de proteccionismo estatal. Se o camarada Jerónimo estivesse em casa a construir cartazes contra as nomeações políticas (partidárias) para empresas do Estado, o tempo seria bem mais útil, e com sorte perceberia pelo menos um dos vários pontos positivos da medida...

Ele está de volta...




ao parlamento, para discutir o OE 2006. Esta é uma boa altura para esclarecer algumas despesas, e também algumas receitas...

terça-feira, novembro 08, 2005

Este blog está a tornar-se capitalista...


My blog is worth $15,242.58.
How much is your blog worth?

Artigo recomendado



With every night of violent rioting that scars France‘s rundown suburbs, more and more French say their distinctive model of integration, based on the revolutionary ideal of equality for all, has failed.

But President Jacques Chirac and his conservative allies are unlikely to join the critics, as that would mean accepting the approach France considers superior is no better than integration policies abroad.

Interior Minister Nicolas Sarkozy is the only top politician saying France‘s "republican model" falls short and that the U.S. or British "melting pot" approach could help break the cycle of minority exclusion, unemployment and revolt.

This desire to change the system lies at the heart of his rivalry with Prime Minister Dominique de Villepin, who defends the supposedly color-blind French model against the racial quotas and help for Muslim groups that Sarkozy advocates.


(...)

When Sarkozy says the best social system is the one that produces jobs and that the French model is not doing that, his comments are met not with approval but retorts that the French model is fine and needs only to be better applied.

Feed-back

Foram vários os temas abordados, que gostaria de discutir neste blog. Assim que possa, elaborarei alguns posts sobre algumas das temáticas discutidas.

Momento Zen da noite IV

Prof. Barata Moura a fugir à questão de Fátima Campos Ferreira, se a sua visão social seria Marxista...

António Pinto Leite

Esteve bem, e foi o iniciador do conflito "Estado Social". Defendeu uma mudança de fundo na Europa Social, um tema que já discuti em vários posts, justificando que o actual modelo não se consegue suster. Embora não empregando a palavra liberalismo, a ideia geral ficou.

O seu colega de mesa, usando de artefactos retóricos, consegue passar a ideia que a solução apontada por Pinto Leite é antiga, ineficaz, usada e ultrapassada. Foi nesta altura que reparei nos olhares da produção centrarem-se nas minhas costas, quase como adivinhando que poderia irromper em protestos.

Momento Zen da noite III

A afirmação do Prof. Barata Moura, que refere que o Estado Social não tem nada haver com Socialismo.


Mas onde será que as pessoas vão buscar estas ideias?!

Classe em Nogueira Pinto

Gostei de ouvir Maria José Nogueira Pinto. A forma lúcida, coerente e conhecedora como falou dos novos paradigmas da sociedade actual, revela uma mulher com experiência política neste tipo de temas. Colocou na ordem Barata-Moura, que não se conteve com as suas reflexões sobre o Estado Social.

Momento Zen da noite II

Prof. Barata-Moura a defender o Estado Social, defendendo que a sua actual fragmentação (?) é responsável pelos problemas que ocorrem nas grandes cidades, nomeadamente o seu papel crucial em eventos como os ocorridos em Paris.

Momento Zen da noite

Uma questão de semântica. Falaram muito em Estado Social, mas duvido que estivessem todos a falar do mesmo conceito.

Uma experiência interessante

Assisti pela primeira vez ao vivo, ao Prós e Contras, cujo tema abordado foi a qualidade de vida, ou melhor, a vida nas grandes cidades. Antes de falar no conteúdo debatido, gostava de dizer apenas que o ambiente que se vive antes e entre o programa estar no "ar", é absolutamente fantástico. Devo dizer que tinha uma ideia completamente diferente de todo o backstage do programa. A primeira parte do programa foi muito mais política, com uma discussão extremamente interessante entre o Prof. Barata-Moura e António Pinto Leite, sobre Estado Social. A segunda mais religiosa, filosófica e teológica.

Fica o convite, se tiverem oportunidade assistam ao programa ao vivo, acho que vale a pena.

segunda-feira, novembro 07, 2005

À Toulouse



"J'ai eu ma voiture brûlée, les quatre pneus éclatés, avec, marqué dessus : nique ta mère, Sarkozy. Ce n'est pas Sarkozy qu'on a niqué, c'est moi !"

"O anti-Salazar" e a sua "campanha afectiva"...




O Mito das Faculdades de Medicina



O Diário Digital noticiou este fim-de-semana, que o governo não vai permitir a construção de mais faculdades de medicina no país. O ministro da ciência e ensino superior, Mariano Gago, explicou que o grupo formado para estudar o tema, tinha chegado a essa conclusão. A decisão é absolutamente sensata, visto que o critério de abertura de faculdades de medicina em vários países (uma faculdade por cada dois milhões de habitantes), justifica o actual número no nosso país.
Porém a notícia é sempre vista com incredulidade por diversos sectores, nomeadamente quando acoplada a notícias da comunicação social relacionadas com a falta de médicos. Mariano Gago, apressou-se a dizer que no sentido de combater essa situação, o número de vagas para as actuais faculdades iriam aumentar.
A solução para a falta de médicos em diversas regiões do país não passa principalmente pelo aumento de vagas, mas sim pela redistribuição dos diversos trabalhadores ligados ao ramo da saúde. Se compararmos o número de médicos por densidade populacional, tendo por base a geografia de Portugal, teríamos dados que nos fariam reflectir de outra forma sobre o problema. Para além disso, as faculdades de medicina portuguesas enfrentam sérias dificuldades em leccionar o curso para o crescente número de alunos. Não esqueçamos que não se trata de um curso que basta confinar alunos num espaço, e fazê-los debitar diagnósticos e fármacos. Envolve uma grande interface entre tutor médico, aluno e doente(s). Por outro lado, uma faculdade de medicina encontra-se sempre associada a um hospital universitário, e dado o incremento de alunos no curso, as condições de aprendizagem estão a perder qualidade, havendo situações completamente completamente lastimáveis (tanto para os alunos como para os doentes).
A entrada de A alunos para a faculdade de medicina, não garante ao fim de dez anos (ou mais, consoante a especialidade), a saída de A profissionais médicos. É aqui que reside o mito. Para além da formação perder qualidade (pelo aumento desproporcionado de vagas), o que se repercute obviamente na qualificação dos profissionais, é interessante verificar o mito do desemprego médico. Primeiro, aumentar o número de vagas no curso, sem aumentar o número de internato, torna a primeira medida completamente inútil. Formamos lincenciados em medicina na faseI, mas não conseguimos passar o mesmo número para a fase II. E os formados na classe I, não têm permissão para exercer! Segundo e também preocupante, vivemos numa sociedade globalizada, integrado num espaço europeu. É já visível o aumento do número de médicos vindos de outros países da Europa, que exercem em Portugal. E esta situação não se limita a médicos que chegam prontos a exercer, pois alguns apenas possuem licenciaturas, e começam a ocupar vagas de internatos de especialidade. Desta forma, o aumento de vagas neste curso deve ser pensado com cautela e moderação, para que não se assista a desemprego médico em Portugal, como existe em tantos países na Europa.

domingo, novembro 06, 2005

Eu gosto é do Super-Mário!



Eu gosto do Super-Mário. Gosto da cara redonda e risonha daquele homem gordinho que salta por tudo quanto é sítio, e que pula feito doido quando chega ao final de um nível. Gosto da cor das roupas do Super-Mário. Acho piada ao bigode do Super-Mário, enfim sou um fã do Super-Mário.

Depois deste momento ternurento(?), onde divaguei sobre as minhas opiniões pessoais sobre esta aliciante personagem, parto para a esfera política. Na blogosfera, Super-Mário não é um homem gordinho risonho, possuidor de um bigode giro, e muito menos uma pessoa que salta por tudo quanto é sítio. Super-Mário é o Candidato Presidencial do Partido Socialista à Presidência da República, mais conhecido por Mário Soares.



Embora não tenha muitas das particularidades que me atraem na personagem animada, gosto de ler o Super-Mário, principalmente pelos assuntos que os seus veneráveis autores expôem diariamente. Acho piada o facto do blog possuir mais referências aos arqui-inimigos da personagem, do que falar sobre o herói (algo habitual na personagem da ficção). Mas enfim, não existem blogs perfeitos... Todavia, pressenti uma alteração de rumo, podendo apenas ser impressão minha... Mas depois de ser criticado pela quantidade impressionante de posts a referir o Prof. Cavaco Silva eis que surgem os primeiros posts sobre... Maria Cavaco Silva (!), nomeadamente entrevistas desta a revistas "côr-de-rosa", e com direito a comentários! Eu já gostava do Super-Mário, e agora presenteia-me informação sobre a high society portuguesa. É desta que começo a aprender sobre a social-life deste país!

sábado, novembro 05, 2005

Boas intenções...




"De boas intenções, está o inferno cheio." Este pensamento dito por um teólogo françês, São Bernardo, foi a frase que me veio à memória quando li a proposta de Manuel Alegre para solucionar os problemas económicos do país:



Devo dizer que não simpatizo muito com Manuel Alegre, principalmente porque não me revejo nas suas ideologias políticas. Todavia, foi com grande satisfação que vi a sua candidatura. Um partido é, e deve ser constituído por todos os militantes. As candidaturas devem surgir dos cidadãos e não dos partidos políticos. Quer se goste ou não, a candidatura de Mário Soares é a candidatura do PS à presidência. Soares pode querer afirmar-se no momento como "supra-partidário", mas a verdade é que quando foi escolhido tinha um carimbo na testa a dizer "aprovado e recomendado pelo PS". A partir desse momento, nenhum militante poderia ser candidato pelo Partido Socialista. Todavia a máquina socialista expandiu esse conceito de tal forma, que mais nenhuma candidatura deveria tomar lugar, dada a vontade obsoleta de derrotar Cavaco Silva. Manuel Alegre não concorreu contra o partido, pois aceitaria o cargo de candidato socialista com toda a honra, caso a proposta tivesse sido feita. Simplesmente, cumpriu a promessa que tinha feito, tendo o partido criado entretanto condicionalismos a possíveis candidaturas. Se essa foi uma decisão sensata, é outra questão.

Assitir a propostas como a que Manuel Alegre refere, faz com que os poucos pontos positivos que identificava em Alegre se desvaneçam. Primeiro de tudo, Alegre não deve fazer qualquer reflexão ou indicação sobre como o executivo deve governar e/ou com quem deve governar. É vital a independência de poderes, nomeadamente os presidenciais e os legislativos, tendo obviamente uma boa articulação entre eles. Segundo, é completamente demagógico e populista. Num período de crise orçamental e económica, fazer com que patrões, sindicatos, governo e partidos da oposição falem em uníssono sobre o rumo a seguir é algo bonito de imaginar, mas um falhanço em toda a linha na prática. A sociedade não está, (nem sei se estará, pelo menos nestas condições) pronta para atingir um equilíbrio desse género. Porém, também é verdade que "o que conta, é a intenção", mas neste tipo de casos...